domingo, 31 de maio de 2009

"É proibido fumar, diz o aviso que eu li..."

Oi amigos, blz?
Hoje está muuuuuito frio na minha cidade. Mas quando eu digo muito frio, é muito mesmo. Tipo, estou com 2 blusas de lã, enrolada numa manta e ainda assim estou gelada. O que fazer? Hibernar é a primeira coisa que me vem à cabeça. Como não posso fazer isso, me encho de bebidas quentes e me movimento o mínimo possível, pra não gastar energia...hehehe
Deixando meus dedos congelados de lado, hoje é o Dia Mundial sem Tabaco. Desde 1987, quando eu era um bebê fofo e coradinho, o Brasil comemora este dia com ações com o objetivo de alertar sobre os riscos do tabagismo e as doenças que podem ser evitadas ao não fumar.
Eu nunca fumei, não gosto do cheiro do cigarro e daquela fumaceira toda. Respeito quem fuma, desde que não fume em locais fechados.
Nem preciso dizer que fumar mata. Muitas pessoas que hoje tem câncer poderiam ter evitado isso ao parar de fumar. Sim queridos amigos fumantes, eu sei que todos vamos morrer fumando ou não fumando. Respeito a opinião de vocês, afinal, cada um faz o que quer da sua vida. Mas depois, quando estiverem com a pele e o cabelo ruim, parecendo 5 anos mais velhos (ou mais), com os dentes "podres" e "fedendo", não digam que não foram avisados. (Já devem estar carecas de ouvir isso né? Mais uma vez não faz mal...hehehe)
Mas agora uma notícia que provavelmente muitos de vocês não sabiam: fumar aumenta o risco de desenvolvimento de Esclerose Múltipla. Não to tirando isso da minha cabeça criativa não, isso foi publicado na revista Neurology em 2003 (leia aqui ).
Se o tabaco é um veneno para pessoas saudáveis, imaginem o estrago que ele faz em quem já é doentinho. Coincidentemente (ou não) a pessoa esclerosada mais "comprometida" que eu conheço é fumante. Então, pensem bem antes de acender mais um cigarro.
Parar de fumar é bom pra você e pra quem vive com você também. Se você tem vontade, existem diversos tratamentos antitabagismo hoje em dia. Até a acupuntura ajuda para largar o cigarro. Então, se você é fumante e tem vontade de parar com esse hábito, procure ajuda porque o mais importante você já tem: vontade.

Até amanhã!
Bjs

Dica de Filme: se você ainda não viu, pegue o filme Obrigado por fumar! -uma ótima "crônica" sobre a indústria tabagista. Bem divertido, perfeito para ver numa tarde fria tomando chocolate quente.

sábado, 30 de maio de 2009

Bate na madeira, pé de pato, mangalô três vezes!

Oi amigos, blz?
Primeiro vou dar um aviso de utilidade pública:
O Centro de Pesquisa em Neurologia do Hospital São Lucas da PUC Rio Grande do Sul inicia pesquisa clínica para novo medicamento e está selecionando voluntários que devem atender aos seguintes critérios: ter Esclerose Múltipla Remitente - Recorrente; ter entre 18 e 55 anos; ter feito ou estar em tratamento com interferon beta ou acetato de glatiramer por no mínimo seis meses e ter sofrido pelo menos um surto após este período mínimo de tratamento comuma das medicações citadas. Além disto, o paciente deve ter sido diagnosticado há no máximo 10 anos e ter sofrido ao menos dois surtos nos últimos 24 meses. Para mais informações ligue: 0XX51 3320-5157.
- Pena que eu não me encaixo no perfil... senão já tava lá.
Agora vamos a minha tese da esquizofrenia dos gatos.
O tema esquizofrenia está em alta com a novela das oito (que mistura psicopatas, esquizofrênicos, pitboys e dancinhas variadas). Por conta da internação da minha irmã na Clínica Pinel, tive mais contato com essa doença também.
Muitos dos internos por esquizofrenia eram pessoas mega inteligentes (eu diria até gênios), como aquele do filme Uma Mente Brilhante (se você ainda não viu, corre pra locadora).
Bom, mas porque eu acho que todo gato é esquizofrênico?
Assim como grande parte dos esquizofrêncos, os gatos:
1. São metódicos, tudo tem que ser feito sempre da mesma forma, no mesmo horário, pela mesma pessoa.
- meus gatos acordam a casa sempre na mesma hora, pedem comida na mesma hora e quando eu não dou colo na hora certa (14h) eles ficam perdidos pela casa.
2. Eles tem alucinações
- qual dono de gato nunca pegou o bichano miando pro nada e brincando com o ar?
3. Eles se apegam a coisas ou objetos como "segurança"
- gatos sempre tem mania por um móvel, pano ou peça da casa. E deus o livre se você sumir com ele.
4. Eles implicam com pessoas sem motivos
- meus gatos escolhem perto de quem eles vão chegar. Conforme a pessoa que chega na casa eles somem e só aparecem quando a pessoa vai embora.
Tá bom, eu sei que eles não são esquizofrênicos de verdade. É só uma brincadeira gente.
Mas se eles não são esquizofrênicos, são médiums...hehehehe
Vou contar uma pra vocês, que talvez vocês não acreditem: ontem o Gatito vomitou o que não tinha comido. Aí me deu uma dor no coração (eu já perdi um gato, não quero perder outro) e comecei a rezar. Rezei por ele, pelo meu lar, pela nossa família, pelas pessoas que não gostam da gente...enfim, rezei. Não é que quando eu me levanto do sofá e olho pro lado ele tá no potinho de comida lambendo a ração? Pode ser coincidência, mas como eu acredito em coisas maiores do que nós, acho que o meu gato tava funcionando como galho de arruda...hehehehe
Se você não gosta de bichinhos, deve estar achando uma chatice essa falação dos meus bichos. Mas que é que eu vou fazer se ele tá doente? Papo de "mãe" de doente é o "filho" dodói.
Só pra encerrar essa história de energia negativa e gatos, deixando toda a história dos gatos de lado, acredita-se que os gatos sejam como purificadores da energia do ambiente. Se for isso mesmo, aqui em casa vamos tomar um banho de ervas, espalhar sal grosso pela casa e se benzer...hehehe
Aproveitem o findi!
Até amanhã!
Bjs

P.S. 1: Juro que amanhã paro de falar dos felinos.
P.S. 2: Aos leitores mais exaltados, eu sei que esquizofrenia é uma doença muito séria e que os sintomas que coloquei aqui não descrevem todos os pacientes. É só uma brincadeira mesmo gente.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Diagnóstico? Sei lá...

Oi amigos, blz?
Primeiro tenho que agradecer à todas as mensagens a mim e ao meu gatinho. Sim Fer, tomei muita água com bolinha pra me acalmar (pra quem não sabe, é uma água com gás especial). Também tomei Naramig pra enxaqueca e chazinho pra dor de barriga. Como nosso corpo é loco né? Não posso ficar nervosa assim.
Enfim, ele está em casa. Viraram ele do avesso e não descobriram nada, só que ele não tá comendo. Agora ele tá tomando um xarope pra abrir o apetite. O problema é o outro gordo querer tomar também...hehehe
Fiquei pensando, vai ver ele tem esclerose múltipla...hahaha
Ou tá um pouco depressivo, anoréxico, vai saber...
Digo da EM porque quando eu tive o primeiro sintoma me viraram do avesso e não deram diagnóstico, afinal, era só um sintominha de nada.
Como vocês sabem, adoro TV e não perco um episódio de House. Pra quem não conhece é um seriado de um doutor mal-humorado, sarcástico e doido que faz diagnósticos mais doidos ainda com uma equipe que sofre com a teimosia do Dr. House. Ah, e ele também é malacabado (usa uma bengala como a minha). Bom, mas tudo isso pra falar que, reparei que praticamente todos os pacientes que chegam ao hospital de Princeton tem, em alguma hora, o diagnóstico de EM.
Os sintomas dos pacientes são os mais diversos, mas eles sempre desconfiam da EM. Entretanto, até hoje, não vi nenhum episódio em que a doença do paciente fosse EM mesmo.
Ao contrário da desconfiança do médico da ficção para EM, a maioria dos médicos que eu conheço (não só o meu, mas dos meus amigos esclerosados) morrem de medo de dar um diagnóstico desses. Eu até entendo os pobrezinho dos "dotor", porque a EM é uma miscelânia de sintomas que nem sempre aparecem em todos os exames. Mas daí a tratar uma pessoa durante 5 anos para labirintite (sim, eu já vi disso), é medo (ou incompetência) demais.
Se eu chegasse no hospital do dr. House, tenho quase certeza de que ele erraria no diagnóstico. Porque? Simples, porque ele atende exames e não pessoas. E os meus exames (fora a ressonância) dão todos normais.
Fiz todos os potenciais evocados, fiz eletroneuromiogafia (o pior de todos os exames) e quase instalei uma torneirinha nas costas para retirarem liquor. Todos eles mostram que eu não tenho doença nenhuma. Só a ressonância que mostra as lesões nitidamente.
Vou tentar ir no Dr. House, vai que ele mude meu diagnóstico? hehehe
Bom, não acho de verdade que meu gato tenha algo desse gênero. Só a esquizofrenia normal dos gatos (amanhã explico essa minha tese), e uma teimosia pra não comer.

Até amanhã!
Bjs!

Em tempo: está muito frio na minha cidade. Dizem que vai nevar na serra. Vou fazer a receita de mocaccino que a Regina deixou no post do cafezinho (clique aqui para ver). Bjs gelados!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Uma "dona-mãe" apreensiva!

Oi amigos, td bem?
Hoje estou meio tristonha e meio apreensiva. Lembram que eu contei dos meus gatinhos aqui ?
dumbopatinho feio Pois é, um deles, o Gatito (esse lindo na foto à esquerda), não estava muito bem desde ontem. Hoje levei ele ao veterinário e ele está lá, enquanto eu estou em casa.
Ele já ficou dodói, mas ficava o tempo todo comigo em casa. Essa é a primeira vez que deixo meu "baby" sozinho em um lugar estranho, e pior, meio doentinho.
Tadinho, ele não tava querendo brincar com o Gatolino (o outro lindo da foto à direita), nem comer. Quando ele não quis comer a "almôndega" da semana, vi que a coisa era mais séria.
De manhã fomos levar ele na veterinária e ela só poderia ver ele agora à tarde. Para isso, eu teria que deixá-lo na clínica. Gente, que dor no coração. Só deixei ele lá porque confio em quem vai cuidar e trazer ele pra casa (obrigado Ari!). Mas mesmo assim, dói.
Saindo de lá fiquei pensando em duas coisas.
A primeira, (além de ficar torcendo para chegar as 18h logo) foi na dor que deve dar em deixar os filhos dodóis sozinhos. Minha mãe disse que eu não posso ter filhos assim. Mas quem é a mãe que não sai do hospital nem 10 minutos quando eu to lá? Mesmo com todos os médicos e enfermeiros ela fica lá, vai que eu precise trocar minha fralda né? hehehehe
Eu sei, ela não quer que eu me sina abandonada e tal. Daí pensei, às vezes é necessário se ausentar e ninguém morre por isso. Parece bobagem a comparação (as "mães de verdade" devem achar uma heresia), mas me acalmei pensando assim. Me acalmei com aquele pensamento de mãe: vou te deixar aqui porque é pro teu bem. Ou, como diz minha avó: "O que arde cura, o que aperta segura". Pode doer, arder um pouco, mas logo logo ele estará aqui em casa comendo e brincando normalmente.
A segunda coisa que fiquei pensando foi numa gata que estava lá na clínica. Sim, a clínica é especializada em gatos. Tinha uma gatinha preta que não mexe as pernas traseiras, paraplégica. Ela não tem cadeirinha de rodas, mas usa uma fralda e vai correndo (não é mentira, ela corre mesmo) com as patas da frente, arrastando a bunda com a fralda pelo chão. Segundo a Ari (minha amiga que trabalha lá), ela "dá um pau" em todos os outros gatos "normais" que vivem por ali.
Vejam só que curioso, até no reino animal os malacabados mostram seu valor. Primeiro a Faith (leia aqui), agora essa felina fofa. Ela é um exemplo de vida pra todos nós (principalmente ao meu gato gordacho que nem se mexe muito no sofá para evitar a fadiga...ehehehe).
Por hoje era isso.
Vou ficar aqui estudando pra ver se o tempo passa mais rápido e meu gatinho chega logo.
Amanhã conto pra vocês como ele está.
Bjs!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Nada é Impossível!

Oi amigos, blz?
Hoje é dia de festa: Dia Mundial da Esclerose Múltipla.
Como já disse aqui , não é um dia para se comemorar a existência dessa danada, mas sim para refletirmos sobre como é viver com ela, sobre o que pode ser feito para e pelos portadores e para saber o que já está sendo feito à respeito da EM.
Não, não li nada sobre o dia de hoje em jornal nenhum do Rio Grande do Sul (uma pena). Sim, eu até pensei em mandar um artigo para os jornais, mas não deu tempo (não é desculpa, mas enfim, foi o que aconteceu).
O que mais fere os esclerosados não é a doença, é a ignorância dos outros. E gente, ignorância se cura com informação.
Conheço muitos portadores de EM que não contam sobre a sua doença aos próprios parentes (como se a doença fosse deixar de existir, só porque não se fala sobre ela). Conheço gente que não conta sobre a EM ao seu patrão, aos seus colegas de trabalho, colegas de aula, vizinhos.
Algumas dessas pessoas dizem que não falam porque os outros não vão entender. Mas como é que o outro vivente vai entender uma coisa se você não explicar?
Pode não ser a melhor coisa do mundo ter EM, mas garanto à vocês que tem coisa bem pior. E pior mesmo que ter qualquer doença é não ter vontade de viver, de ser feliz e achar que tudo é impossível.
Podemos dizer que hoje é o Dia do Orgulho do Esclerosado. Não, eu não gosto de ter EM, mas eu também não acho que seja impossível ser feliz tendo EM.
Eu adoro a mensagem dum comercial de aniversário da agência de publicidade Fischer América, e acho que se encaixa para o dia de hoje:
"O Impossível
O impossível é uma palavra. Uma palavra que inventaram para qualificar algo que ninguém tentou antes, e que por isso todo mundo pensava que era impossível.
É talvez a expressão mais utilizada em qualquer língua desse planeta, atrás apenas de "sexo", "sim" e "cuidado!".
Voar, impossível. Transplante de coração, impossível. Galileu deve ter ouvido um monte de impossíveis na vida. Eu digo com toda certeza meus amigos, impossível foi uma palavra criada num domingo à tarde na frente da TV por alguém com preguiça de pegar um copo d'água para a própria mulher.
Desde então tornou-se um mantra na boca de acomodados, chatos, quadrados, obtusos, tristonhos e preguiçosos em geral. O impossível é apenas um lugar que ninguém ainda foi, mas que está de portas abertas para quem tiver coragem de entrar.
O gol de chapéu que Pelé fez na final da Copa do Mundo em 1958 morava no impossível.
"Imagine" de John Lennon, também morava lá. Até que anos atrás ele sentou ao piano e compôs uma canção sobre renovação, paz e sobre o poder de conquistar o impossível.
Ah, você vai dizer, mas isso é coisa de gênio. E eu lhe respondo, que os flamingos voam 12 mil quilômetros da Ásia à América do Norte todos os anos para procriar e voltam. Nunca soube de um flamingo gênio. E eles fazem o que muita gente chama de impossível.
Da próxima vez que disserem que isso ou aquilo é impossível, fale sobre Lennon, sobre Pelé, sobre os flamingos, sobre o escambau, mas não deixe de tentar.
Quando falarem que o amor é impossível, que a paz a é impossível, não dê ouvidos.
O impossível transforma as pessoas em chatos, faz você se sentir mais velho, mais gordo, mais triste. E de repente, num belo dia, você acha que tomar cerveja com os amigos é impossível
O impossível, meus amigos, só existe na cabeça dos acomodados.
Keep trying, keep playing, keep shining."

Vocês não imaginam quantas vezes escutei: "escrever um texto por dia pro blog? Impossível!"
Faça o impossível! Faça a sua parte!
Até amanhã!
Bjs

Em tempo - se você ainda não aderiu à campanha do Dia Mundial da EM, entre no site e participe: http://www.worldmsday.org/

terça-feira, 26 de maio de 2009

Que a Morte conte minha história

Oi gente, td bem com vocês?
Hoje eu preciso contar pra vocês de um livro fantástico que acabei de ler ontem: A menina que roubava livros.
Não vou contar a história (lógico), mas posso dizer que a narradora é no mínimo interessante: A Morte.
A história se passa na Alemanha hitlerista, nos anos da segunda guerra mundial, e conta a vida de uma menina que roubava livros (dããã, óbvio né).
Se você já leu A Lista de Schindler, ou qualquer outra história de guerra, essa não é muito diferente em termos de enredo. Entretanto, o autor tem um talento sem igual para colocar beleza e realismo em todos os momentos. Juro gente, cheguei a sentir o cheiro da história (não é muito bom não). Me senti a própria protagonista da história. Em uma semana li estas 478 páginas fascinantes.
E a Morte, nossa, que personagem! Não posso falar muito dela (vou deixar vocês lerem o livro), mas para "alguém" que todos nós tememos, ela até que é simpática, e mais humana do que a gente imagina. Segundo "ela", os humanos são capazes de tantas coisas que nós a assombramos. Curioso não?
Anotei três frases que achei pertinentes para dizer à vocês:
1. "Uma definição não encontrada no dicionário - Não ir embora: ato de confiança e amor."
Quando a gente ama, não abandona, não é mesmo? Por isso não acredito em palavras de amor soltas ao vento, sem ações que as comprovem, como o simples fato de ficar junto, não ir embora.
2. " Uma oportunidade conduz diretamente a outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida a mais vida, e a morte, a mais morte"
Nem precisa de muitos comentários. Que tal aproveitarmos mais as oportunidades e a vida hein?
3. "O ser humano é contraditório. Um punhado de bem, um punhado de mal. É só misturar com água."
Realmente, somos todos "farinhas do mesmo saco". Espero que a minha "mistura" tenha mais bem que mal. Na verdade, gostaria que fosse assim em todos nós.
Ficou um gostinho de quero mais né? Leiam o livro, vale a pena.
Na orelha do livro está escrito: "Um dia todos irão conhecê-la (a Morte). Mas ter sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena."
Por isso, espero que um dia (e espero que esse dia demore a chegar) a Morte conte a minha história. Quero que a minha vida valha a pena ser contada.
Boa leitura aos que escolherem ler!
Até amanhã!
Bjs!

Em tempo: eu li a versão impressa pela editora (obrigado Quel por me emprestar), mas se você está duro de grana (como eu), descobri um blog que tem o livro para baixar. Não é a mesma coisa que ler o livro (eu não acho), mas a história está lá: http://livros-gratuitos.blogspot.com/search?q=a+menina+que+roubava+livros

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Saudações Nerds!

Oi gente, tudo tranquilo?
Bom, hoje comemora-se mais um dia a ser lembrado neste blog: O Dia do Orgulho Nerd. Bizarrices a parte, sou meio nerd. Não sou viciada em star wars, nem me fantasio como um personagem mangá para sair na rua, mas os meus boletins do colégio e da faculdade falam por mim. Sim, podem me apedrejar, minha nota mais baixa até hoje foi um 6,5 (que horror...hahaha), fora isso, é um festival de 9 e 10.
Antigamente eu tinha vergonha de dizer minhas notas, porque aprendi que nota é só um reflexo do aprendizado, e também porque os olhares dos colegas com notas mais baixas são como flechas pontiagudas nas cabeças dos CDF's, ou nerds como eu. A verdade é que eu gosto de estudar. Como já disse aqui , amo os livros e acho que eles me amam também.
Esse ano parei de trabalhar fora para estudar para provas de mestrado, e acho que só um Nerd por estudos consegue ter a disciplina de estudar todos os dias sozinho, sem a cobrança de um professor, de alguém.
Além de estudar pacas, uso camisetas de personagens de gibis, tenho bonecos dos filmes de animação (adoooooro), troco uma balada por um bom filme, sou míope e escrevo um blog.
Os "nerds seniors" não devem me considerar nerd, afinal, eu tenho amigos, não sou viciada em computador e até que me visto bem. Mas para mim, a nerdice é uma coisa de alma, hehehe.
Talvez eu seja mesmo só uma CDF, como se dizia antigamente.
Mas de qualquer forma, eu namoro um nerd (de verdade, da computação), então, tenho que valorizar essa "classe" de pessoas que querem dominar o mundo.
Parabéns a todos os nerds que não tem vergonha de ser o que é! (sim, eu sei que nerd não tem muita vergonha, nem muita noção...hehehe)
Segue os direitos e deveres dos nerds para vocês rirem um pouco:
*Direitos:
1. O direito de ser ainda mais nerd.
2. O direito de não sair de casa.
3. O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
4. O direito de se associar a outros nerds.
5. O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.
6. O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.
7. O direito de não ter que estar "no estilo".
8. O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.
9. O direito de expressar sua nerdice.
10. O direito de dominar o mundo.
*Deveres
1. Ser nerd, não importa o quê.
2. Tentar ser mais nerd do que qualquer um.
3. Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.
4. Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.
5. Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice".
6. Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.
7. Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.
8. Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.
9. Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.
10. Tentar dominar o mundo!

Até amanhã!
Bjs

P.S.1: Para se divertir ainda mais com nerds, veja o filme A Vingaça dos Nerds (antigo e muito bom), e o seriado The Big Bang Theory, todas as terças, às 20h na Warner Channel. Eu acho o Leonard uma gracinha, hehehe.

P.S.2: Um abraço especial aos meus comentaristas assíduos anônimos e revelados, como a Regina. O apoio de vocês é importantíssimo para mim e para este blog!

domingo, 24 de maio de 2009

O cafézinho nosso de cada dia

Oi gente, blz? Curtindo um final de domingo?
Já falei aqui pra vocês sobre dietas (se você não leu, clique aqui). E como vocês puderam ver, a cafeína está suuuper presente no meu dia a dia. Hoje é o dia de homenagear essa bebida sagrada: o Café. Porque? Porque hoje comemora-se o Dia Nacional do Café.
Nunca perguntei pro meu médico se podia ou não podia tomar café. Mas como ele também nunca falou nada, continuo tomando sempre. Uma época tentei parar com a cafeína por causa do sono e tal. A única coisa que me deu foi dor de cabeça, de abstinência mesmo. É um vício, eu admito, mas eu aaaaamo um café pretinho.
Há quem condene o café, a quem o coloque num pedestal, e há quem apenas goste e tome (como eu). Mas como vivem falando mal dessa querida bebida, a gente fica com o pé atrás às vezes né. Acontece que, no ano passado consegui minha absolvição: uma pesquisa dizia que a cafeína poderia impedir a progressão da esclerose múltipla.
A pesquisa que fizeram era com ratos (quase igual ser humano né?), e os ratos que tomavam altas doses de cafeína não desenvolviam a doença equivalente à esclerose nos ratos. Saiu sobre isso por volta de julho de 2008 (o Google deve saber muito sobre o assunto), mas lógico, teriam que ser feitas muuuuitas outras pesquisas para se comprovar a validade disso em humanos.
Não sei não, mas vai que esse troço funcione?
Se você não gosta de café, ou não toma por algum motivo, continue assim. Mas se você é como eu, movido à cafeína, que toma umas 4 canecas diárias, não sinta-se culpado. Da próxima vez que te falarem: "Para de tomar isso aí guria que vai te fazer mal"; você diz: "Não se preocupa tiazinha, é minha terapia!". Hehehe
O café tem diversas propriedades terapêuticas, mas antes de dizer que a Bruna disse que fazia bem, ou que a wikipedia falou que era bom, consulte seu médico. Não quero ser responsável pelo "piripaque" de ninguém.
Mas podem me convidar prum café, que eu vou.

Até amanhã!
Bjs

Para se divertir: vejam esse vídeo sobre "os efeitos do café", é de uma banda francesa e o clipe é divertidíssimo: http://www.youtube.com/watch?v=gTZUiiEzegs

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Assuma sua responsabilidade!

Oi gente, blz?
Hoje tive aula da pós. Minha turma teve que preparar um seminário sobre responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, e esse seminário foi hoje.
A Bruna, metida, foi lá pra frente falar sobre responsabilidade social. Como eu só tinha 10 minutos, tinha que seguir o script.
Mas depois fiquei pensando e cheguei à conclusão de que não conheço nenhuma empresa socialmente responsável.
Bom, primeiro vou explicar pra vocês o que que eu falei lá né.
Primeiro eu falei que nós somos seres sociais, que não vivemos sozinhos. Daí disse que ser responsável é responder pelos próprios atos, e que é através dos nossos atos que mostramos quem somos. Como a pós é em comunicação organizacional, tinha que ligar o assunto às empresas. Então, cheguei a conclusão de que uma empresa socialmente responsável é aquela que responde pelo que faz aos outros, e promove a qualidade de vida para hoje e para as gerações futuras.
Buenas, até aí tá tudo muito bonito. Depois fiquei analisando as dimensões da responsabilidade social, que exige que a empresa seja responsável perante às leis, perante os valores morais, perante sua produção e à sociedade.
Aí é que a coisa descamba. Porque a maioria das empresas hoje em dia, faz uma coisa bonita dum lado e manda o outro pro espaço. Sem entrar em assuntos como preservação do ambiente e tudo o mais, penso mais na parte do respeito das empresas com seus clientes e funcionários. Porque?
Queridos amigos esclerosados, quantos de vocês foram acolhidos e ajudados pelas empresas que vocês trabalhavam quando tiveram o diagnóstico? Quantas vezes você tentou comprar um produto mas não conseguiu, porque tinha que subir escadas? Pois é...e por aí vão mais e mais exemplos.
Quando eu tive o diagnóstico, estava no segundo grau (ensino médio agora né?), e sabe quantos professores sabiam o que era a minha doença? Nenhum. Isso mesmo. E os que foram atrás pra saber, faziam de conta que não sabiam, visto as piadinhas bobas e preconceituosas feitas em aula como se todo mundo ali fosse perfeito, lindo e "normal".
Nota zero em responsabilidade social para essa escola. Nota zero em responsabilidade social para a maioria das empresas que trabalhei. Nota zero responsabilidade social para 90% do comércio de Passo Fundo. Nota zero em responsabilidade social até mesmo para a universidade (tá melhorando).
Mas como disse minha queridíssima Prof. Laury Garcia Job (ela é mariwonderful), falar dos outros é fácil, mas o que é que a gente está fazendo para que as coisas mudem de verdade?
Como é que o mundo vai saber das nossas necessidades se a gente não falar para elas? Não vamos esperar que eles adivinhem.
Ontem mesmo, uma amiga minha, esclerosada também e cadeirante, veio me visitar. O porteiro do prédio, quando foi "anunciá-la" pelo interfone se enrolou tooodo pra falar sobre a "condição" dela. Tadinho, ele ficou constrangido e não sabia que o certo seria falar: "Sua amiga cadeirante está aqui na portaria." Ao invés de ficar gaguejando e eu tentando adivinhar quem diabos que estava lá embaixo.
O que eu fiz? Ensinei ele a forma certa, dizendo que não é ofensa chamar alguém de cadeirante. E ainda falei o nome da doença dela, que, por acaso, é a minha.
Então gentes, vamos desempenhar nosso papel. Assim como direitos, os malacabados do mundo tem a responsabilidade de tornar o mundo mais "acessível", de mostrar ao outros quais são as nossas necessidades. Porque se fazer de coitadinhos é muito fácil, mas não facilita a vida de ninguém, muito menos a nossa.
Até amanhã!
Bjs

A novela do banho

Oi amigos, blz?
Depois de falar sobre o xixi (e cocô) no banho há alguns dias (leia aqui), recebi alguns e-mails pedindo para falar sobre adaptação do banheiro para o portador de EM. Vamos lá então.
Eu não tenho muita dificuldade para levantar do vaso sanitário, mas, como o balcão da pia fica próxima ao vaso, quando necessário, me seguro no balcão.
Já, para o banho a coisa é mais complicada. Porque?
Primeiro porque é um tempinho considerável em pé, e às vezes eu não tenho perna suficiente pra permanecer ali. Mas a coisa fica complicada mesmo quando vou lavar os cabelos.
Quando eu era pequena tinha horror a lavar os cabelos. Chegava a usar uma toalhinha nos olhos, pro xampu não ir nos olhos. Segundo minha mãe, eu fazia um escândalo para lavar os cabelos. Agora acho que desde aquela época eu ficava era tonta de pé com os olhos fechados, só não sabia como falar isso.
De qualquer forma, pra não entrar xampuzinhu nos olhos do nenê aqui, tenho que fechar os olhos. E quem disse que eu consigo ficar de pé, com os olhos fechados e ainda esfregando a cabeça com as mãos pra tirar a craca dos cabelos?
Fica feia a situação. Me sinto como se estivesse prestes a desmaiar. É como se eu estivesse de olhos fechados no "vazio", porque eu perco completamente a noção de onde eu estou, da distância das paredes, dos objetos à minha volta.
Quando eu tinha cabelo comprido e me sentia muuuuito cansada, mamãe lavava os cabelos pra mim (sim, porque lavar os cabelos dá dor nos braços, mesmo agora, com os cabelos curtinhos). Mas mesmo assim, não dava para ficar de pé. Qual foi a solução? Banquinho de plástico e barra de segurança no box do chuveiro.
Compramos um banquinho de plástico pequeno e ele fica lá, quietinho no canto do box. E instalamos uma barra de segurança também, porque qualquer coisa eu me seguro ali. E também para me segurar ao levantar do banquinho. Fora isso, tem o tapetinho básico para não escorregar no box molhado e outro tapetinho básico do lado de fora do box, para não escorregar.
Não sei se é porque já tomei um monte de tombos, ou porque me cuido tanto, mas tenho um "pesadelo acordada" diversas vezes quando vou tomar banho. Parece que quando coloco o pé no box eu vou escorregar e cair de bunda no chão. E aquele tombo fica passando na minha cabeça. Também é por isso que prefiro tomar banho só depois que já tem alguém em casa. Se não tem ninguém, os telefones vão comigo pro banheiro.
Pode parecer neurose, mas prefiro prevenir do que remediar. Como dizem por aí, é melhor pecar pelo excesso que pela falta (nesse caso é mesmo).

Até amanhã!
Bjs

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ano Novo Astral


Oi gente, tudo bem?
Não sei vocês, mas em um único dia eu vou da completa euforia ao mais completo mau humor e faço no mínimo 5 coisas ao mesmo tempo. Sou bipolar? Nããão, sou do signo de gêmeos.
Pra ser bem sincera, não acredito muito nessas coisas de horóscopo. Quer dizer, não creio naquelas previsões astrológicas diárias que saem nos jornais. Até porque, as previsões sempre servem para todos os signos. De resto, eu não entendo muito mesmo do assunto.
Hoje é o dia em que o Sol entra no signo de Gêmeos (seja lá o que isso signifique), mas enfim, de hoje ao dia 20 de junho estamos no "período geminiano" do ano.
Como já disse, não acredito nas previsões, mas quando o negócio é descrever a pessoa do signo, jisus, eu sou a própria geminiana. Na minha família tem 4 geminianos, todos muito parecidos. Sendo que as 3 mulheres de gêmeos (eu, mamãe e minha prima Quel) mais parecem almas gêmeas. Afinal, são poucas as pessoas que conseguem entender essas 3 criaturas juntas...
Fui ler sobre o meu signo num site esotérico, e descobri que a única coisa que não tenho de geminana é a dificuldade em escolher uma coisa e manter uma opinião. Até porque eu sou teimoooosa que só. Deve ser por causa do meu ascendente (seja lá o que for isso).
Entretanto, esse parágrafo me descreve: "O geminiano é regido pelo planeta Mercúrio, o mais esperto e inquieto dos corpos celestes. Isso lhe dá, além da personalidade camaleônica, a capacidade de fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo, com um pé nas costas."
Sou inquieta e faço mil coisas ao mesmo tempo, o pé nas costas é que não dá (não sou tão elástica assim), mas de olhos fechados, talvez dê.
Pior, descobri nesse site que as pessoas do signo de gêmeos tem propensão à doenças nervosas, insônia e é "meio" intolerante com os erros alheios. Ainda, diz que geminiano se estressa com a falta de estresse (porque a gente gosta é do agito) e que só vai à terapia se for pra xeretar o consultório do psiquiatra. Pronto, aí se confirmou: eu não podia ter nascido com outro signo.
Não sei no que o signo pode influenciar na minha saúde, mas deve ter alguma coisa. Provavelmente tem uma dieta dos signos, florais dos signos, meditaçãos dos signos, enfim, diversos tratamentos com base no zodíaco.
Você conhece algum? Se souber, coloque ali nos comentários, ou me mande por email.
Aos meus parceiros do signo de Gêmeos, não se preocupem, a astrologia diz o seguinte: "O sol entra em seu signo e você pode começar a comemorar o novo ano astral que tem início hoje. A esta altura você já deve ter claros alguns caminhos que deve seguir em busca de seus objetivos. E saiba que este ano, com a despedida de Saturno do signo de virgem, o ano será bem mais agradável e marcado pela leveza." (terra)
Então, tchau tchau Saturno e bem vindo novo ano astral.

Até amanhã!
Bjs

Em tempo: Hoje estamos presente no blog Assim Como Você, junto com outros blogs ótimos. Entrem lá pra fuçar outros blogs legais: http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/

Obrigado pelo reconhecimento Jairo! Bjs

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eu sonhei um sonho

Oi amigos, td bem?
Acredito que todos vocês tenham visto a escocesa Susan Boyle cantar e encantar o mundo com sua figura simples (quase bizarra). Sim, eu sei que deve ser uma jogada de marketing e tal, mas de qualquer forma, ela surpreendeu.
Surpreendeu não só por cantar maravilhosamente bem, mas por aparentar ser uma coitada, uma miserable mesmo.
Há pouco tempo, foi apresentada ao mundo uma mulher que fez transplante de face. O que ela disse ao mundo? - "Não julgue uma pessoa pela aparência. Você nunca sabe pelo que ela passou".
Infelizmente a gente julga os outros pela aparência, porque é a primeira coisa que se vê.
Sobre esses fatos, tenho duas coisas a comentar.
A primeira:
Sempre que eu digo que tenho EM tenho que explicar o que é, o que que dá e ficar acompanhando a expressão "ah coitada" que a pessoa faz. Até aí tudo bem. Aí vem o comentário: "mas nem parece que tu tem alguma coisa." Sim, porque tem que estar escrito na testa. Ou pior, as pessoas pensam que quem é "malacabado" tem que ser manco, torto, babar, não falar coisa com coisa e ser incapaz de juntar uma idéia na outra. Ah, e tem que ser feio, mal arrumado, de preferência fedido e descabelado. Porque a maioria das pessoas tem essa idéia? Não sei.
Só sei que eu decepciono muita gente por aí por fazer tudo que eu quero, ter boa aparência, ser cheirosa e inteligente...hehehe (me achei agora).
Pior do que as pessoas pensarem assim, é o próprio esclerosado pensar que tem que ser assim e virar um miserable, a la Susan Boyle. Entretanto, confesso que já tive vontade de aparentar doente, pras pessoas acreditarem né. Muita gente por aí acha que eu não tenho nada, que eu sou uma jogada de marketing...hehehe
A segunda coisa:
A música cantada por Susa Boyle é "I dreamed a dream" do musical Les Miserables, traduzindo: Eu sonhei um sonho, do musical Os Miseráveis. Tirando a história do musical a parte, a música (linda), termina com os seguintes versos: "Eu tive um sonho de como minha vida seria tão diferente deste inferno que estou vivendo. Tão diferente agora daquilo que parecia. Agora a vida matou o sonho que eu sonhei."
Acho que a vida (ou a EM) mata um pouco dos sonhos que a gente sonha. Eu tive o diagnóstico muito cedo, muito antes de planejar coisas grandes para minha vida. Mas imagino, que para quem já tem uma "vida formada", uma carreira, sonhos prestes a serem realizados, o diagnóstico mata muitos desses sonhos, e a vida passa a parecer um inferno.
Mas gentes, é só uma vida diferente, com sonhos novos e diferentes, com novas aventuras e com uma visão de mundo diferente.
Acho que por hoje era isso: Não julgue pelas aparências: nem pelas boas, nem pelas ruins; e sonhe seus sonhos à vontade, seja lá ele qual for.

Até amanhã!
Bjs

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sinta-se útil!

Oi gente, blz?
Como vocês já devem ter percebido, eu vejo muita televisão. Dizem que a TV emburrece, mas como não consigo estudar em silêncio, deixo ela ligada e quando algo me chama atenção eu paro para ver.
Há poucos minutos fiquei chocada que nem ovo com uma notícia no Jornal Hoje: "Doações para vítimas das enchentes em SC foram encontradas com um microempresário do estado ". Dá pra acreditar?
No ano passado vimos nos jornais o sofrimento de quem perdia tudo em SC e agora vemos o mesmo acontecer no nordeste. Fiquei chocada em saber que pessoas conseguem se aproveitar da desgraça alheia dessa forma. Parece que o tiozinho que está com dois galpões cheios de doações, vende as peças por 1 real.
De uma forma meio mórbida, nos sentimos felizes porque a desgraça está acontecendo com os outros e não conosco. Para compensar esse sentimento, doamos aquilo que essas pessoas necessitam para reconstruir suas vidas e que não irão fazer-nos falta. E agora, quem doou está com medo de doar e de ser tudo desviado também.
É muito triste uma coisa dessas acontecer. Mas ainda assim acredito que existam pessoas trabalhando de forma séria para ajudar essa gente. E se aquilo que eu estou doando for desviado, a minha parte foi feita.
Daí fiquei pensando também no quanto a gente se sente bem fazendo o bem aos outros. Já fiz diversos trabalhos voluntários, e, apesar de não ganhar dinheiro, ganhei experiências de vida e amizades que são pra vida toda.
Sei que muitos portadores de EM estão aposentados de suas profissões porque a esclerose impede que suas atividades profissionais sejam desempenhadas. Mas nada nos impede de doar um tempo, de doar amor, de doar um pouco do conhecimento que temos.
Uma das coisas que mais ajudam o portador da EM a se "recuperar" é sentir-se útil. E ser útil não é só sair de casa e trabalhar por dinheiro. Ser útil é também dar carinho, amor, tempo. Porque às vezes, o que falta pro outro é apenas um sorriso seu.
Quando eu cuidei de crianças portadoras de HIV, antes de eu ter EM, aprendi muito sobre o que é viver com uma doença (e uma bem pior que EM).
Quando trabalhei numa biblioteca espírita, ganhei um monte de vovózinhas, e amigos também. Fora as grandes histórias que escutei e que li neste trabalho.
Por isso, quando você estiver aí parado, se sentindo uma ameba no sofá de casa. Pense que tem gente por aí precisando de você, da sua força, do seu sorriso. Ao dar força aos outros, você estará se fortificando ainda mais.
Até amanhã!
Bjs

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Tenha fé e não perca seu osso


Oi amigos, blz?
Ontem fiquei vendo o Fantástico para saber o fim das histórias das pessoas que participarem da série Transplante - O Dom da Vida. Fiquei triste pelo senhor que não conseguiu ainda um coração. Mas enchi os olhos d'água ao ver os novos pulmões de Kelly encherem-se de ar, de vida. Fiquei super feliz em saber que aumentou o número de doadores no Brasil nas últimas semanas.
Mas outra matéria me chamou muito a atenção no programa de ontem. O tal do detetive virtual que mostrou uma cadelinha norte-americana que, tendo as duas perninhas da frente amputadas, anda com as patas traseiras, assim, que nem gente.
O nome da bixinha não podia ser outro: Faith (Fé). Os donos dessa fofura aceitaram ela do jeitinho que ela é e tiveram fé de que conseguiriam cuidar e amar ela. Os donos pensavam que teriam de carregar a cadelinha no colo sempre. Qual não foi a surpresa deles quando ela saiu correndo apenas com as duas patinhas traseiras para recuperar um osso seu roubado.
Veja bem, ela só se "mexeu" de verdade quando tiraram alguma coisa que para ela era preciosa: a comida.
Às vezes acho que a gente também só se mexe pra fazer alguma coisa quando a "água bate na bunda".
Quem tem diagnóstico de uma doença debilitante como a EM então, aí sim. A maioria acha que os outros tem obrigação de carregá-los no colo sempre. Mas e no dia que roubarem o teu osso e não tiver ninguém por perto?
Todo mundo gosta de um colo, mas todos os dias deve cansar os braços de quem carrega. Se até uma cachorrinha conseguiu se dar por conta de que ficar "depressiva" na caminha dela ia fazer com que suas preciosidades fossem embora, sem volta, porque que nós, seres humanos, dotados de raciocínio, temos dificuldade de ver isso?
A gente precisa ter fé, (fé de verdade, não a cachorrinha), fé de que tudo vai melhorar. Mas além de fé, temos que agir. Como eu disse aqui há alguns dias, deus ajuda quem ajuda a si mesmo.
Hoje começa mais uma semana. Então vamos lá, vamos atrás do nosso "osso". Não vamos deixar que um obstáculo nos faça passar fome. É hora de agir!

Até amanhã!
Bjs

Em tempo: O blog Assim Como Você , do nosso amigo Jairo está fazendo um ano essa semana. Parabéns pelo belo trabalho Jairo! Clique aqui para visitar o blog.

domingo, 17 de maio de 2009

Xixi no banho? E o cocô?


Oi amigos, blz?
Assim como o resto do mundo, me preocupo com o meio ambiente. Mas na semana anterior lançaram uma campanha que até agora eu to rindo: Faça Xixi no Banho.
A campanha é muito fofa (veja o site: http://www.xixinobanho.com.br/), muito bem feita, mas não sei se funciona.
Pensa bem no cheiro ótimo de banheiro de rodoviária que fica o banheiro do vivente que faz isso sempre. Não vou dizer que nunca fiz isso, lógico que já fiz, mas quantas pessoas vão cuidar pra fazer em cima do ralo pra não feder o banheiro inteiro?
Acho que vou continuar fazendo xixi no vaso. Existem outras campanhas pelo meio ambiente que eu não faço neeeeem por decreto oficial. Uma delas é aquela: se for amarelo deixe aí, se for marrom mande embora. Ou seja, junte todo o xixi da família no banheiro e quando um inventar de cagar, puxe a descarga. Sem noção né?
E a última que eu me lembro e que não faço de jeito nenhum é aquela história de desligar o chuveiro enquanto se ensaboa no banho. Quem inventou isso nunca morou num lugar frio né? Em compensação, meu banho é rapidinho.
Porque falar disso aqui? Porque esclerosado vive no mundo e precisa de água e oxigênio como qualquer outra pessoa.
E também porque essa história de xixi no banho me lembrou um tempo constrangedor da minha vida. O meu tempo de incontinência urinária (é, não conseguia segurar o xixi) Foi depois de fazer 3 pulsoterapias seguidas. Aí a musculatura foi pro saco. Pode ir rindo aí, mas é cruel ter que ir no banheiro a cada gole d'água que se toma. Fora que se levantar 10 vezes por noite pra xixizar é fogo.
Não cheguei a molhar o colchão, mas foi quase. Em compensação, xixi no banho era inevitável. Dia de chuva então, deus me livre, era xixi a cada cinco minutos.
Como curei esse negócio? Primeiro tomei um remédio com um nome engraçado: Incontinol (lembra urinol...hehehe). Aí fiz fisioterapia para os músculos que seguram o xixi. Sim, eles ficam lá dentro, escondidinho. Mas deu certo. Confesso que até hoje os exercícios com essa musculatura servem pra alguma coisa (se é que vocês me entendem...).
Depois de toda essa história, a mensagem do dia é: preserve a natureza, mas continue sendo limpinho. Higiene é tão importante quanto o combate ao desmatamento da amazônia. Não acredita? Então entre no blog Cocô no Banho e veja que higiênico e ecológico: http://coconobanho.blogspot.com/

Até amanhã!
Bjs

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Meu "melô" de inverno

Oi amigos, tudo bem com vocês?
Sexta-feira, que coisa bem boa né? Eu adoro final de semana. Pena que nesse findi vai tá frio de rachar aqui em Passo Fundo.
Não sei vocês, mas vai esfriando e eu vou congelando. Uma das primeiras coisas que congelam ( e dói pra caramba) são os joelhos. Fico parecendo aquelas vózinhas que tem artrite, artrose, ou sei lá o que. Mas dói pacas.
Meu "melô" de inverno é aquela música do Rappa, o Pescador de Ilusões, que começa assim: Se meus joelhoes não doessem maaaaais....
Pois é. Como seria bom se meus joelhos não doessem mais...hehehe
Já fui no médico ortopedista pra ver se tinha alguma coisa a mais errada com meus joelhinhos. Ele disse que o problema não são os joelhos, mas a falta de força na musculatura que sustenta os pobrezinhos.
Fazendo hidroginástica até que melhorou um pouco a dor nos dias quentes. Mas nada como um frio de 12 graus (sim, é o que tá fazendo aqui) para trazer a dor novamente.
Parece que amanhã vai ter geada aqui na minha cidade, e a temperatura mínima será de 1 grau e a máxima de 19. Ou seja, vou ficar cada vez mais como uma cebola cheia de camadas, só que de roupas.
Mas sabe que, apesar da "dor nas junta" e da montoeira de roupas, eu já estava com saudade do frio?
Aqui no Sul a gente cresce com a "cultura do frio". Aquela coisa do vento minuano soprando lá fora e dentro de casa um bom chocolate quente, uma taça de vinho, um fogão a lenha aceso, uma panela de pinhão ou uma bergamota daquelas beeeem fedidas pra comer ao sol, e tomar chimarrão passando frio. Sim, eu já estava sentindo falta de tudo isso. Mas se vocês vissem a cena da guria aqui enrolada numa manta e com meias de lã atirada no sofá escrevendo, iam rir demais. Frio só é lindo, charmoso e glamouroso se você está de férias na Serra Gaúcha...hehehe
Os médicos dizem que o calor faz mais mal ao portador de EM do que o frio. Eu concordo. No frio dá só aquela preguicinha básica de dia frio, mas a disposição física é maior.
Vou continuar cantando a musiquinha do Rappa enquanto a minha musculatura não virar fortinha e meu joelhos não doerem mais... até esse dia, vou continuar pescando ilusões por aí. E tomando vinho nos dias frios porque ninguém é de ferro e vinho é booooom.
Até amanhã!
Bjs

Em tempo: já começou a campanha do agasalho no RS. Nem todo mundo tem uma roupa quentinha, mantas de lã e uma casa confortável com internet que nem a gente. Doe uma peça de roupa. Provavelmente não vai te fazer falta e vai fazer um bem danado pra alguém.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Dia Mundial da Esclerose Múltipla


Oi amigos, tudo bem com vocês?
Fiquei sabendo recentemente que no dia 27 de maio se "comemorará" o Dia Mundial da Esclerose Múltipla.
Comemorar não seria a palavra correta, afinal, quem seria o bocó a comemorar a existência duma doença né? Mas, assim como no Brasil existe o Dia Nacional de Conscientização da EM (30 de agosto), a Federação Internacional de Esclerose Múltipla (sim, isso existe) criou o Dia Mundial da EM (World MS Day). Esse dia será comemorado todos os anos, na última quarta-feira de maio.
Eu fiquei sabendo do dia meio que por acaso, porque, infelizmente, no Brasil não está sendo muito divulgado.
Entrei no site do "evento" e vi que na verdade no mundo todo está sendo pouco divulgado. É uma pena, porque eu acredito que a única cura para a ignorância é o conhecimento, e acho que é obrigação nossa, dos portadores de EM e de quem conhece a EM, divulgar que diabos é essa doença.
Pensem bem. Quase todo mundo sabe o que é diabetes. Porque? Porque as pessoas não tem vergonha de dizer que tem diabetes, não tem vergonha de tomar a medicação na frente dos outros, não se importam (a maioria) de falar da sua doença. Como é que a gente vai querer que os outros entendam o que é Esclerose Múltipla se nós não explicamos para os outros o que é, se a maioria dos portadores "escondem" até mesmo da própria família que tem a doença?
Gente, vamos virar sem vergonhas (no bom sentido claro)! Hehehe.
Bom, voltando ao dia 27 de maio, alguns famosos estão aderindo a campanha, divulgando e fazendo doações em dinheiro para pesquisas. Aqui da América do Sul, só vi o Messi, aquele jogador de futebol argentino que costuma acabar com a minha felicidade como gremista na Libertadores.
Vocês acreditam que no Brasil não tem nenhum famosos apoiando a campanha? Nem mesmo as famosas esclerosadas tipo a Cláudia Rodrigues (A Diarista, lembra?). Se bem que pode ser que eles nem saibam da existência da campanha.
O mais legal é que pode-se aderir a campanha individualmente sem pagar nada por isso. Basta entrar no site http://www.worldmsday.org/ Daí você vai em Register, coloca seus dados, sua foto (opcional) e pronto, aparece você lá no mapinha. Por enquanto tem apenas 5.482 pessoas/instituições registradas.
Eu já coloquei meu lindo rostinho lá. Acho que demora um pouco para aparecer o cadastro, mas já recebi e-mail de confirmação de registro.
Vamos lá gente, registre-se e faça parte desse movimento pela busca da cura da EM e pela desmistificação da doença. Se você tiver a oportunidade de divulgar sobre essa campanha, divulgue, para que no dia 27 de maio, nós, aqui desse blog, possamos comemorar a conscientização desse povo de meu deus.
Até amanhã!
Bjs

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Vudu? Não, é só acupuntura...


Oi amigos, blz?
Convivo com a saúde (ou a falta dela) desde sempre, afinal, meus pais são fisioterapeutas e acupunturistas. Cresci brincando de enfiar agulhas de acupuntura no braço para ver se doía, hehehe. Agora dói (bem pouquinho), mas funciona.
Como me pediram, vamos falar um pouco sobre acupuntura hoje.
A acupuntura faz parte da medicina tradicional chinesa e é utilizada pela medicina ocidental como tratamento complementar. Ela é baseada no Yin e Yang, os opostos que movimentam o universo (quem disse isso é a wikipedia).
Bom, para falar melhor sobre um tratamento de acupuntura, conversei com a minha "mami", a Dra. Sônia Nunes Rocha, que me explicou que para a medicina tradicional chinesa a saúde encontra-se no equilíbrio. Tudo o que fazemos, comemos ou deixamos de fazer afeta no equilíbrio de nosso corpo. Esse desequilíbrio pode causar desconfortos e/ou doenças. Para isso, a acupuntura é utilizada: para reequilibrar os elementos do corpo humano.
Na sessão de acupuntura, pontos específicos são estimulados, principalmente com agulhas beeeeem fininhas, conforme a necessidade do paciente.
Mas como é uma consulta com um acupunturista?
Bom, primeiro você tem que procurar um acupunturista de verdade, porque enfiador de agulha tem aos montes por aí. Esse acupunturista tem que ser um profissional formado (com graduação) na área de saúde. Chegando na consulta, o acupunturista fará uma entrevista com você, para saber quais são as suas necessidades, onde se encontra o seu desequilíbrio, porque você se sente assim, como você se alimenta, como você dorme, que remédios você toma, enfim, quais são seus hábitos diários (é sério, ela pergunta até a cor do xixi e a consistência do cocô).
A partir daí, o acupunturista vai definir os pontos a serem estimulados. Na minha "consulta", foi decidido que os pontos de reequilíbrio geral, reequilíbrio psicológico e de imunidade seriam utilizados em todas as sessões (uma vez por semana). Nesta semana também foi decidido que estimular pontos relacionados ao alívio de dores musculares e constipação intestinal (esse último funciona em menos de 15 minutos, daí é só correr pro banheiro mais próximo).
Claro, existem outros diversos aspectos do diagnóstico que não cabe ser explicado aqui.
Mas continuando, a entrevista com o paciente deve ser realizada todas as semanas, porque se nesta semana eu estou com dor de cabeça, semana que vem posso não estar, e assim vai. Por isso, o tratamento pode ser diferente a cada sessão. Deve ser medida a pressão do paciente antes e depois da sessão de acupuntura, e não pode-se fazer acupuntura com pressão acima de 14/9. Se sua pressão estiver alta, primeiro se faz pontos para baixar a pressão e depois o tratamento em si. As agulhas utilizadas devem ser abertas na frente do paciente. Elas podem ser reutilizadas (se forem usadas só por você) até mais 2 vezes. O acupunturista irá avaliar a ponta da agulha para saber se usará novas ou as mesmas. Mas lembrem-se, as agulhas não podem ser emprestadas, ou são as suas ou são novas (descartáveis) a cada sessão. O acupunturista deve ficar com o paciente durante a sessão para auxiliá-lo e acompanhar suas reações ao tratamento.
Uma observação importante: a não ser que o acupunturista seja médico de formação, ele não pode receitar remédios alopáticos (esses que a gente compra na farmácia), só fitoterápicos e somente se tiver o curso de fitoterapia.
Acho que é mais ou menos isso. Ah, e tem a auriculoterapia. Nessa aí, são estimulados os pontos da orelha. Na orelha existem pontos que correspondem a todo o corpo. São colocadas bolinhas (sementinhas) que ficam grudadinhos (com micropore) na orelha até a próxima sessão com agulhas. Mas pode-se fazer apenas auriculoterapia, sem as agulhas (ebaaaa).
Agora sim, era isso. Para mim a acupuntura funciona.
Agora, se você quiser se reequilibrar fisica e psicologicamente, procure um acupunturista na sua cidade, faça um consulta e vire um boneco de vudu cheio de alfinetinhos para se sentir melhor.

Até amanhã!
Bjs

terça-feira, 12 de maio de 2009

Deus ajuda quem ajuda a si mesmo

Oi amigos, tudo bem com vocês?
Nunca pensei que diria isso, mas estou feliz porque está chovendo. Eu detesto chuva, mas aqui na região onde moro estava ficando feia a coisa com a seca.
Hoje pela manhã, estava eu na hidroginástica fazendo os exercícios e escutando música quando reparei no trecho de uma música que me tocou bastante:
"Às vezes é bom fazer o que tiver medo. Porque dizem que Deus ajuda a quem ajuda a si mesmo".
Brilhante!
Nós esclerosados desenvolvemos (eu pelo menos desenvolvi) um medo insconsciente de fazer algumas coisas. Medo de sair sozinho na rua, medo de subir uma escada e chegar lá em cima ofegante, medo de cair no chão a todo momento, medo de decepcionar os outros com nossas dificuldades, medo que o prof. de hidroginástica coloque música ruim na aula...opa, esse medo não tem a ver com esclerose, hehehe.
Mas é verdade. Criamos uma barreira de proteção em volta de nós mesmos e às vezes nos damos por conta das coisas fantásticas que podemos estar perdendo.
Aqui na minha cidade tenho medo de apanhar das idosas nos ônibus. Eu entro pela frente e sento nas cadeiras pra idoso, deficiente físico, grávida, etc. É incrível, se eu entro no ônibus, entra uma vózinha também (no últimos sábado entraram 6). O pior é que elas acham que eu estou mentindo. Antes eu tinha medo de pegar ônibus, agora eu tenho medo da gangue das vózinhas dos ônibus (outras histórias dessa gangue aqui ).
Amei a tal música. A gente não pode esperar que deus, que alá, que o mundo ou o escambal nos ajudem se a gente não se ajudar. E isso vale para todo mundo. Principalmente para aquelas "pessoas vítimas", que vivem dizendo que nada dá certo e que não fazem nada porque o mundo é injusto.
Levanta essa cabeça, tira o bundão do sofá e vai se ajudar criatura! Quem sabe, você fazendo alguma coisa, o mundo também faça alguma coisa para você ?! Acho que funciona.
A propósito, hoje é o dia da enfermagem. Meus parabéns e meu muito obrigado aos profissionais de enfermagem que desempenham seu trabalho com amor! (Mais sobre enfermagem aqui).

Até amanhã!
Bjs

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Brotando água das mãos

Oi gente, como vai essa preguiça de segunda-feira?
Não, eu não estou salvando o povo da seca, fazendo surgir água que nem Jesus Cristo (uma pena né?). O título de hoje tem a ver com a Disidrose. Neste último sábado, no caderno Vida de Zero Hora saiu uma matéria sobre esse negócio. Aí, descobri o nome para as bolhas que tenho nas mãos de vez em quando.
Faz algum tempo que aparecem, esporadicamente pequenas bolhas de água nas mãos (principalmente nos dedos), que coçam, descamam e somem. Mas nunca me incomodou muuuito.
Lendo a matéria, descobri que esse negócio se trata com imunomoduladores (o mesmo tipo de remédio utilizado para EM. Clique aqui para saber mais sobre esses remédios). Assim como a EM, ninguém sabe o que causa ao certo, mas sabe-se que piora com o estresse. Fiquei pensando, será que esse tipo de dermatite (inflamação na pele) não pode ser auto-imune, assim como a EM?
Não se sabe ainda. Mas não é causada por excesso de suor. Alguns médicos ligam a disidrose ao uso excessivo de álcool. Tudo bem, eu bebo minha cervejinha, mas não é pra tanto né.
Pelo que li, a disidrose vem e vai, que nem surto de EM. Para evitar que ela venha, os médicos indicam não usar sabonetes antissépticos (são muito fortes), detergentes, produtos de limpeza e cimento. Já decidi: não tomar banho, não lavar a louça, não limpar a casa nem trabalhar na construção civil...hahahaha
Brincadeirinha né! Se bem que lavar a louça não é lá a melhor coisa do mundo...hehehe.
Vou continuar com a minha mania de passar hidratante nas mãos (viu só, não é frescura), que ajuda no tratamento.
Ah, disidrose pode dar nos pés também. Mas essa pereba no pé eu não tenho.
Bom, se você acha que tem disidrose, não faça como eu que espera ler no jornal pra descobrir o que é. Vá num dermatologista que além de ser mais garantido, você terá o tratamento adequado.
Juro pra vocês que na próxima vez que elas aparecerem eu vou no dermato confirmar que é isso.

Até amanhã!
Bjs

Em tempo: hoje é o aniversário duma amiga muito amada por mim, minha "maninha" Sara. Parabéns pra vc! Mil bjs!

domingo, 10 de maio de 2009

Feliz Dia das Mães!

Oi amigos, tudo bem?
Já deram um abraço bem apertado nas mamães de vocês? Se não deram, ainda dá tempo.
Eu já dei na minha mãe, na minha vovó (que é a mãe com açúcar né), só faltou na minha mãe terceira, que é a tia Sol (só que ela tá loooonge).
As fotos que postei hoje (essas aí do lado) são do início de 2008 (minha formatura) com as mamães da minha vida. A minha mãe é a bunitona do vestido vermelho (que vai me espancar quando ver a foto postada), a de roxo é minha tia Sol (que também é um pouco minha mãe) e a baixinha simpática é minha vovó Vilma.
A mim não importa muito quando foi que surgiu o dia das mães (a propósito, foi na grécia antiga), o que importa é que essas mulheres fantásticas (as minhas pelo menos são) merecem ter um dia dedicado à elas. Não só para o comércio lucrar mais (é a segunda data melhor para o comércio depois do Natal) mas para que as pessoas parem por pelo menos um dia no ano para pensar no quanto "devemos" às nossas mães. Todo o cuidado e amor, as noites mal dormidas, enfim, toda essa história de "padecer no paraíso".
Essa semana a minha mãe contou uma história sobre mãe que gostei muito e vou contar aqui pra vocês:
"Num dia das mães foi preparada uma homenagem na escola. Falou-se a respeito da difícil tarefa de ser mãe e do reconhecimento que toda mãe merecia. Finalmente, foi pedido que cada criança escolhesse, dentre as tantas flores que estavam em vasos enfeitados, uma para dar a sua mãe, como símbolo do quanto era amada e estimada. As filhas de Sônia se encaminharam até as plantas. Enquanto esperava, Sônia pensava nos momentos difíceis que as três haviam passado juntas. Olhou as begônias, as margaridas douradas e ficou a planejar onde plantar o que quer que escolhessem para ela. Com certeza, elas trariam uma linda flor, como demonstração de seu amor. Todas as crianças já haviam escolhido as plantinhas e ofertado para suas mães, enquanto as filhas de Sônia continuavam a escolher. Pareciam levar a tarefa muito a sério, olhando atentamente cada vaso. Finalmente, com um grito de alegria, elas acharam algo bem no fundo. Com sorrisos a lhes iluminar os rostinhos, elas avançaram até onde ela estava sentada e a presentearam com a planta que haviam escolhido. Ela olhou estarrecida. A planta estava murcha, com aspecto doentio. Aflita, ela aceitou o vaso que as filhas lhe estendiam. Era óbvio que elas haviam escolhido a menor planta, a mais doente. Nem flor tinha. Ela sentia vontade de chorar. Mas elas olhavam para a plantinha orgulhosas, sorridentes.
Mais tarde, já em casa, Sônia não se conteve e perguntou: Por que, em meio a flores tão maravilhosas, vocês escolheram esta flor para me dar?
Ainda orgulhosa, a menina declarou: Mamãe, é que esta estava precisando de você!
Enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto, Sônia abraçou suas duas filhas, com força. Elas acabavam de lhe dar o maior presente de dia das mães que jamais poderia ter imaginado. Todo o seu trabalho e sacrifício, ela reconhecia, não estava sendo em vão: elas estavam crescendo perfeitamente bem e tinham entendido a linguagem do amor. "

Linda não? Mudei o nome da mãe da história para Sônia, porque sei que a humanidade precisa de mais mães como a minha, que cuida e ama plantinhas murchas para que se tornem árvores grandes, fortes e bonitas.
Te amo muito mãe!
Mamães, um forte abraço! O "trabalho" de vocês é o mais importante de todos para a construção de um mundo melhor!

Até amanhã!
Bjs

sábado, 9 de maio de 2009

Mamães esclerosadas


Oi amigos, blz?
Hoje tô cansadinha. Além do resfriado, tive aula da pós até agora há pouco. Mas nada que me impeça de vir falar com vocês.
Como todos sabem, amanhã é o dia das mamães, essas mulheres maravilhosas que nos colocam no mundo e nos amam antes mesmo de "nos saberem". Sim, porque a mulher-mãe ama seus filhos mesmo antes de saber que vai engravidar.
Digo isso porque eu já amo os filhos que vou ter um dia.
Por isso, hoje vamos falar sobre EM e gravidez.
Quando fui diagnosticada fiquei com medo de não poder ter filhos um dia, há 8 anos atrás não se sabia muita coisa ao certo, nem o Google tinha essa resposta para mim. E se o Google não sabe, é porque não existe...hehehe.
Daí conheci algumas mulheres que tiveram filhos, mas antes do diagnóstico, e antes de tomar esse calhamaço de remédios que tomamos.
Bom, hoje eu sei que é possível às portadores de EM engravidarem e serem ótimas mamães (disso eu não tinha dúvidas).
A mulher com EM que quer engravidar deve ter mais ou menos os mesmos cuidados que qualquer outra mulher. Primeiro deve consultar o médico ginecologista e o neurologista, para ver se está tudo OK. Se estiver tomando alguma medicação, o mais indicado é parar com o tratamento antes de engravidar. Depois de "treinar" bastante e conseguir o objetivo (engravidar), deve-se realizar o pré-natal como qualquer outra grávida.
Segundo diversos estudos, a gravidez não altera a incidência de surtos na paciente. Entretanto, as mulheres que já tem algum desequilíbrio (físico, não mental), deve tomar cuidado dobrado pra não cair. E como toma grávida, evitar stress, ter alguém sempre por perto, etc.
Já me perguntei também: e se minha filha ou filho tiver EM?
Não existe nada comprovando a hereditariedade da Esclerose. Mas se acontecesse, acho que eu teria forças e amor o suficiente para ajudar meu pimpolho (a). E, além do mais, uma vida com EM é melhor que vida nenhuma (mesmo tendo uns "bocó" aí que discordem). E sobre carregar o baby no colo, a gente dá um jeito (pra tudo na vida dá-se um jeito).
Ainda não estou pronta para um momento grandioso e de tamanha responsabilidade como esse. Mas sei que um dia estarei e realizarei um dos sonhos da minha mãe: ser vovó...hehehe
Por hoje, peço a todos que dêem um forte abraço nas suas mamães, e todas as mamães, sintam-se abraçadas por mim!
Amanhã passarei o dia com minhas duas mamães (a mami e a vovó). De noite mostro elas aqui pra vocês.

Até amanhã!
Bjs

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Gripe do espírito de porco

Oi amigos, blz?
Então, já estão preocupados com a gripe suína, H1N1, global?...sei lá como estão chamando ela agora.
Eu confesso que não estou em desespero por ela, mas por tudo que anda acontecendo por aí. Aqui no Rio Grande do Sul, além da preocupação com a gripe suína, temos a febre amarela, a dengue e agora, a seca. O Sul está virando sertão.
Acho que está faltando a invasão de gafanhotos. Porque enchente já teve também. São as pragas do Egito voltando...hehehe
Ontem acordei com um pouco de dor de garganta que foi piorando e virou um resfriado. Fiquei cá pensando comigo, será que não é a gripe do porco? Acho que meu espírito de porco está causando essa "gripe suína" em mim (mesmo eu tomando banho todos os dias).
Todos nós temos momentos de espírito de porco. Aquela mania de complicar as coisas e ser cruel "de vez em sempre". Todos somos um tantinho cruéis.
Por isso amigos, cuidado, seu espírito de porco pode ficar gripado também.
Voltando a preocupação séria com a nova gripe (esse é mais um nome pra gripe que ta aí), porque será que o brasileiro não está preocupado? Realmente não sei, só sei que eu não estou. Talvez, no dia em que essa gripe matar mais gente do que bala "perdida", eu me preocupe. No dia em que ela matar mais crianças que a desnutrição, acho que vou me preocupar.
Por enquanto, vejo as notícias dessa gripe mexicana (mais um nome pra ela) pela TV e tomo minhas precauções: não tomo tequila e lavo bem minhas mãos.
Ah, e vou tomando antigripal (sem indicação médica, que horror né?!) pra gripe do meu espírito de porco. Acho que amanhã já estarei melhor.

Até amanhã!
Bjs

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O que você vê?

Oi amigos, blz?
Todos os dias é dia de alguma coisa. Tem dia pra tudo quanto é santo e tipo de profissional. Tem o dia do médico, que é um profissional importantíssimo na nossa vidinha de esclerosado. Mas dentro da categoria médico, tem suas especialidades, e hoje é o Dia do Oftalmologista.
Pros desavisados, oftalmologista é o médico dos olhos. Tem gente que chama eles de oculista (pra mim oculista é quem vê o c...). Enfim, é o médico responsável pela nossa visão, um dos sentidos mais lindos (ao meu ver) que temos.
Uma das minhas lesões da esclerose afetam a área dos olhos e fico vendo apenas vultos quando entro em surto por essa lesão e também tenho nistagmo (clique aqui para entender o que é isso). Mas, graças a deus e aos remédios, não fiquei com nenhuma sequela visual pela EM. Entretanto, há dois anos sou míope.
Me lembro de quando era criança e ia com a mana no oftalmologista e morria de inveja porque ela precisava de óculos (ela usa desde os 3 ou 4 anos) e eu não. Achava lindo. Achava lindo até precisar usar né.
Descobri a miopia porque um dia, na verdade uma noite, estava dirigindo e senti dificuldade de identificar a distância dos outros carros. Na hora pensei em que? - Surto, lógico. Fui no neurologista e não era nada. Daí fui na oftalmologista e descobri que tinha meio grau de miopia no olho esquerdo. Pois é gente, um cachorro pode ter sarna e pulga ao mesmo tempo. Não é porque tenho esclerose que não vou ter outras sarnas pra me coçar também.
Agora sou míope dos dois olhos (meio grau em cada um), e até que gosto dos meus óculos. A única coisa que me incomoda em óculos é que suja muito.
Além de ir em neurologista, esclerosado fica especialista em ira ao médico. Médico de tudo quanto é especialidade. E o oftalmologista não pode ficar de fora. Por isso, hoje escrevo para parabenizar os médicos oftalmologistas que estudam sempre para melhor nos atender. Não sei o oftalmo de vocês, mas as minhas oftalmologistas já entendem tudo de EM e estão sempre pesquisando sobre a minha doencinha. Um grande abraço para a Dra. Daniela Higuchi e Dra. Naíma Garbin, minhas oftalmologistas.
E você, esclerosadinho que nunca foi no oftalmologista, é sempre bom ver se o resto do corpitcho está funcionando bem, e começar pelos olhos é uma boa opção.

Até amanhã!
Bjs

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A mãe do deficiente

Oi amigos, td bem?
Estamos na semana do dia das mães. Já comprou o presente da sua? Porque sabe né, mãe sempre diz: "não precisa nada meu filho", "meu maior presente é você" e blablabla. Mas a verdade é que elas adoram um presentinho, como toda mulher.
Eu já comprei e até já dei meu presente. Uma carteira linda pra ela encher de dinheiro pra me emprestar depois...hehehehe
Bom, mas porque falar delas hoje e não apenas no domingo (lógico que domingo vou falar de mamães)? Porque mãe de malacabado que cuida do malacabado é santa!
Eu tenho um pouco de dó da minha mãezinha. Quando ela tava lá no purgatório, antes de nascer de novo e foi escolher os filhos que ia ter, ela disse: "Senhor, pode me dar um filho com alguma deficiência, eu vou suportar!" Só que ela não previu que exatamente nessa hora fosse dar eco no local. Daí já viu, veio duas malacabadinhas pra ela cuidar.
E olha que ela é uma supermãezona (falo mais sobre ela domingo). Eu tenho uma super vontade de ser mãe (mas ainda tá cedo), mas acho que no lugar dela eu já tinha pirado completamente. Segurar essa barra sozinha é coisa pra mulher-maravilha. Se bem que a mulher-maravilha é meio fresca e fraca perto da minha mãe.
Por admirar a minha mãe e todas as mães de deficientes, essas mãezinhas que nos aceitaram e nos amam, vou transcrever aqui uma história que acho linda e verdadeira. Aproveitem (os mais sensíveis devem pegar um lencinho antes de ler):

Deus escolhe as mães - de Erma Bombeck

Por ano mais de 100 mil mães tornam-se mães de crianças deficientes. Você alguma vez já pensou como as mães dos deficientes são escolhidas por Deus?
Imagine Deus pairando sobre a Terra selecionando as mães para receberem seus filhos e instruindo seus anjos a tomarem nota em um grande livro.
- Para Beth Armstrong, um menino, anjo da guarda Mateus.
- Para Marjorie Foster, uma menina, anjo da guarda Cecília.
- Para Carrie Rudlegde, gêmeos, anjo da guarda Gerard.
Finalmente ele passa um nome para um anjo sorri e diz:
- Dê a ela uma criança deficiente.
O anjo cheio de curiosidade pergunta: - Por que a ela Senhor? Ela é tão alegre...
- Exatamente por isso. Como eu poderia dar uma criança deficiente para uma mãe que não soubesse o valor de um sorriso? Seria cruel!
- Mas será que ela terá paciência?
- Eu não quero que ela tenha muita paciência porque aí ela com certeza se afogará no mar da auto-piedade e desespero. Logo que o choque e o ressentimento passar, ela saberá como se conduzir.
- Senhor, eu a estava observando hoje. Ela tem aquele forte sentimento de independência. Ela terá que ensinar a criança a viver no seu mundo e não vai ser fácil. E além do mais Senhor, eu acho que ela nem acredita na sua existência.
Deus sorri e diz: - Não tem importância. Eu posso dar um jeito nisso. Ela é perfeita. Ela possui o egoísmo no ponto certo.
O anjo engasgou: - Egoísmo? E isso é por acaso uma virtude?
Deus acenou um sim e acrescentou: - Se ela não conseguir se separar da criança de vez em quando, ela não sobreviverá. Sim, essa é uma das mulheres que eu abençoarei com uma criança menos perfeita. Ela ainda não faz idéia, mas ela será também muito invejada. Sabe, ela nunca irá admitir uma palavra não dita, ela nunca irá considerar um passo adiante, uma coisa comum. Quando sua criança disser "mamãe" pela primeira vez, ela pressentirá que está presenciando um milagre. Quando ela descrever uma árvore ou um pôr do sol para seu filho cego, ela verá como poucos já conseguiram ver a minha obra. Eu a permitirei ver claramente coisas como ignorância, crueldade, preconceito e a ajudarei a superar tudo. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei ao seu lado cada minuto de sua vida, porque ela está trabalhando junto comigo.
- Bom e quem o Senhor está pensando em mandar como anjo da guarda?
Deus sorriu: - Dê a ela um espelho, é o suficiente.

Até amanhã!
Bjs

terça-feira, 5 de maio de 2009

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno

Oi meu povo, tudo blz?
Há tempo penso em escrever sobre o "lado negro da força" que tenho dentro de mim. Hoje, lendo a coluna do Paula Sant'Ana lembrei sobre esse tema. Ele diz assim: "tenho uma dúvida sobre minha conduta. Uma dúvida muito séria: será que eu não tinha o dever ético e social de ajudar mais os outros do que eventualmente eu possa estar fazendo ou já ter feito? Será que não estou sendo omisso no meu comportamento social? Eu não teria de ser mais benigno e solidário em determinadas situações por que passei com relação aos outros?... - ...Deve ser a isso que se chama consciência. E a consciência dói, ela punge, ela devora, ela queima por dentro como ácido. Não bastavam as dificuldades da vida e ainda somos obrigados a saldar contas com a nossa consciência."
Aí fiquei pensando num lado "mal resolvido" da minha consciência. Sei que devo ser uma pessoa boa e aprender a perdoar e blablabla. Eu perdôo quem me "provoca" a ponto de não fazer nada contra a criaturinha. Mas (esse "mas" é danado) eu fico feliz quando a pessoa se lasca, nem que seja um pouquinho.
Eu sei, isso é feio. Mas é a verdade.
Quando alguém me trata com hostilidade por causa da EM, escuto minha mãe dizendo: "coitado, se ele tivesse a mesma coisa que você, não iria suportar."
Concordo com ela, mas meu lado endiabrado pensa: "F.D.P., bem que tu podia quebrar uma perna só de castigo."
Não fico remoendo mágoas. Nem passo o dia pensando em maldade pros outros. Mas que na hora que as coisas acontecem eu penso maldade, ah, isso eu faço.
Eu não gosto muito desse meu lado. Mas ter as duas faces (bem e mal) dentro de mim, faz com que eu seja um ser humano. A briga entre o bem e o mal é inerente ao homem, e a gente vai aprendendo a esconder e abafar nossas maldades (ainda bem!).
Santa consciência! É graças a ela que eu nunca dei uma "bocha" em ninguém.
Mas como diz o Sant'Ana, temos que saldar as contas com ela, a consciência. Afinal, a "consciência pesada" faz mal, adoece, dá rugas, tira o sono e etc.
Não sei se meus diabinhos irão embora, mas agora que contei pra vocês, me sinto mais aliviada (hehehe). Como eu disse há alguns dias ( aqui ), falar é uma boa terapia.

Até amanhã!
Bjs

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Doar tempo, doar vida: um ato de amor

Oi gente, blz?
Ontem falei sobre amor, e acho que doar-se é uma forma de amor. Doar tempo, doar carinho, doar um órgão, doar sangue, enfim, doar.
Tenho acompanhado a série "Transplante, o Dom da Vida" aos domingos no Fantástico e me emociono com o sofrimento das pessoas que estão na fila de espera.
Mas hoje não vamos falar sobre ser doador de órgãos não, afinal, só podemos doar nossos órgãos depois de "mortinhos da silva" (com algumas exceções).
Hoje quero convidar vocês a pensar um pouco mais sobre a "doação de saúde" que podemos fazer em vida: sangue e medula óssea.
Eu, infelizmente, não posso doar nem um nem outro, mas faço campanha para que as pessoas saudáveis doem um pouco do seu tempo para ajudar os outros.
Ninguém nessa vida está totalmente seguro de que não vai precisar de sangue ou de um transplante de medula. Nunca se sabe o dia de amanhã, não é mesmo? Acidentes acontecem e a vida é uma caixinha de surpresas.
O Brasil precisa diariamente de 5.500 bolsas de sangue e o transplante de medula óssea é a única esperança de vida para os portadores de leucemia (e outras doenças). Já imaginou quão fantástica deve ser a sensação de salvar uma vida?
Doar sangue ou medula é simples, rápido e não dói.
Para ser um doador de medula óssea você precisa ir a um hemocentro e dizer: "Eu quero ser doador de medula!" Aí você terá que preencher um questionário e tirar 5ml de sangue (da veia do braço, que nem exame de sangue). E pronto, você está cadastrado.
Para doar sangue não é muito diferente. Vá a um hemocentro e diga: "Quero ser doador de sangue". Você preencherá um questionário e se estiver tudo OK (veja aqui se você pode), você deita numa cadeirinha e doa uma bolsa de sangue (450ml). Esse sangue não vai te fazer falta e não dói. (Os marmanjos com medo de agulha que tomem vergonha na cara né). Depois de doar você ainda ganhará um lanchinho. O intervalo entre uma doação e outra deve ser de no mínimo 60 dias para homens e 90 dias para mulheres.
Tá, aí você vai me dizer: mas gasta um tempão, eu já não tenho muito tempo para descansar, o hemocentro é longe de onde eu moro e mais um monte de coisas.
Pode até tomar um tempo, mas não é uma coisa que se faz todos os dias, nem todo mês. Cadastro para doador de medula óssea é uma vez só na vida. Na hora que a preguiça de ir doar bater, pensem nas milhares de pessoas que precisam de sangue por dia. Pensem nos pais que perdem seus filhos para a leucemia. Pense que você não está livre de precisar desta ajuda amanhã ou depois. Pense nas pessoas que você ama e que podem precisar desta ajuda. Pense mais no outro.
Se você ainda não viu o vídeo "considerações sobre o tempo", assista aqui. O texto da propaganda é o seguinte:
“Cinco segundos caminhando na praia é pouco. Cinco segundo caminhando sobre brasas é muito. Cinco minutos para quem precisa dormir é pouco. Cinco minutos para quem precisa acordar é muito. Um fim de semana de sol é pouco. Um fim de semana de chuva é muito. Um mês de férias é pouco. Um mês sem descanso é muito. Uma vida pra quem doa é muito. Mas uma vida pra quem espera é tudo. Tempo é vida.”

Pense nisso. Doe vida!


Até amanhã!
Bjs

domingo, 3 de maio de 2009

All you need is love

Oi amigos, como foi o findi?
Ontem falei que acredito, assim como meu amigo Lulu Santos, que haverá para todo mal a cura.
Quando eu digo todo mal, não é só de doença não, acredito que a maldade no mundo ainda vai ter um fim. Todos os dias quando pego o jornal leio muito mais notícias de coisas ruins do que boas. Sei que as pessoas compram mais jornal quando tem tragédia, porque maldade e escândalo vende muito mais que falar das coisas boas que se fazem por aí.
Agora, além de saber da fome e da miséria material do mundo, lemos sobre a miséria espiritual também. Crimes passionais já são rotina. E aqui no Rio Grande do Sul estamos todos ainda chocados com o caso da mãe que matou seu filho em decorrência das drogas e do desespero que elas trazem.
Filhos matando pais. Pais matando filhos. Jovens com saúde e uma vida toda pela frente acabando com seus sonhos ao se matarem no trânsito.
Parece que o mundo não tem mais jeito, não é? Às vezes até acho que não.
Mas aí eu vejo casos de pessoas que doam suas vidas para ajudar doentes, idosos, crianças órfãs. Vejo que ainda existem pessoas honestas, que valorizam mais à vida que o dinheiro.
Assim, percebo que o remédio, a cura pra tudo isso está dentro de nós e sempre esteve: o amor.
Coisa meio piegas né? Mas é a verdade. Crianças que crescem em um ambiente moralmente saudável e recebe amor, dificilmente entrará no mundo das drogas e/ou cometerá crimes.
Por isso, neste final de feriado do dia do trabalhador, convido vocês, meus amigos, a trabalhar por um mundo com mais amor.
Como diriam os Beatles: All you need is love (tudo que você precisa é amor).
Amanhã vou falar com vocês sobre uma forma linda de amor, a doação.
Até amanhã!
Bjs

Em tempo: minha amiga Lulu está vendendo camisetas com a estampa "All you need is love". Confira aqui !

sábado, 2 de maio de 2009

Ponta de Esperança

Oi amigos, td tranquilo?
Hoje eu estava lendo alguns jornais de saúde na internet (doente é viciado em saúde) e percebi que 2009 tem sido um ano de grandes descobertas na área de doenças auto-imunes graças às pesquisas genéticas e às células-tronco. E o qual é o sonho de todo doente de doença incurável? A cura, lógico.
A palavra incurável assusta. Assusta porque você pensa todos os dias que ela vai estar com você para sempre. Na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe. E não tem essa história de divórcio. Às vezes a Esclerose me "dá um tempo". Mas como quem dá tempo é relógio, ela acaba voltando ao aconchego do meu lar.
O que assusta mais ainda é não saber as consequencias que a doença vai nos trazer ao longo dos anos. Será que eu vou continuar andando? Será que vou continuar trabalhando? Será que vou poder ter filhos? E se tiver, como vou carregá-los no colo?
As dúvidas são inúmeras e surgem a todo momento.
No início deste ano o tio Richard Burt, médico americano, publicou um estudo no qual ele "zerou" o sistema imunológico de pessoas com EM recorrente remissiva (a que eu tenho) e "deu" células-tronco (que tem capacidade de se multiplicar e se transformar em qualquer outra célula do corpo) a esses doentinhos. Depois do transplante, eles foram "curados" (entre aspas porque ainda precisa de mais testes).
Eu achei isso o máximo! Mais massa ainda porque no Brasil já tem uma equipe de médicos da USP de Ribeirão Preto testando o método.
Eu estou bem OK por enquanto, mas nunca se sabe. Esses estudos mostram uma luz no fim do túnel. Uma esperança para muita gente, como eu, como você amigo esclerosado e como você meu amigo que torce pela nossa melhora.
Para comemorar esse estudo (e outros também importantes) estou escutando uma música linda do Lulu Santos que diz assim: "Existirá e toda raça então experimentará, para todo mal, A CURA".
Não sei se para todo mal existirá a cura, mas eu continuo tendo uma ponta de esperança.

Até amanhã!
Bjs

P.S.: Para saber mais sobre células-tronco, clique aqui .