quarta-feira, 29 de abril de 2009

No Divã - parte 2

Oi amigos, blz?
Continuando o papo de ontem, vou contar minha experiência com psiquiatras.
Mais da metade da população ainda tem preconceito com psiquiatra porque é "médico de louco". Mas quem é normal?
Bom, não sei o que é viver sem a "diferença" presente em casa, afinal, quando eu nasci a minha irmã já estava "agitando" por aqui. E por isso, sempre frequentei salas de espera de psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, pedagogos, etc. (Para quem não sabe, minha irmã mais velha tem deficiência mental, uma "mistura" de autismo com esquizofrenia, se é que isso pode existir).
Quando tive o diagnóstico fiquei meio "down", e meu neurologista me deu uma "boletinha da felicidade", a tal da fluoxetina. O problema foi que passei a pesar 15kg a menos do que peso hoje.
Aí, resolvi ir no psiquiatra (que é o mesmo que vou até hoje). Além de meu psiquiatra, o coitado é meu vizinho, então, quando preciso de socorro, aperto o interfone.
Fiz terapia por um tempo e passei a tomar um antidepressivo tricíclico (Bupropiona), dessa vez para amenizar as dores neuropáticas (não sabe o que é? Leia aqui ).
Buenas, minha experiência psiquiátrica não pára aí.
Há uns 5 anos minha irmã teve uma crise forte de qualquer coisa (depressão talvez), mas com a deficiência dela a coisa foi piorando. Não dormia, não comia, ficou agressiva e todos na casa estavam precisando dum psiquiatra. Como passamos por essa? Hospital psiquiátrico. Taí mais um lugar que todo mundo tem preconceito, e até nós aqui de casa tínhamos e por isso sofremos por mais tempo.
A mãe ficou com a mana 1 mês na Clínica Pinel, em Porto Alegre. Santo lugar! Graças ao tratamento deles ganhamos a Renata de volta. Nesse tempo, voltei a fazer terapia, porque meus amigos, foi difícil. Confesso que "bloqueei" boa parte dessa experiência. Quando conto, sinto como se tivesse contando a história de outra pessoa e não minha.
Foi aí que parei com o psiquiatra? Quase.
Papai resolveu sair de casa, ser solteiro, sei lá (não vou expor aqui minhas opiniões sobre esse caso). Mas enfim, foi outro período difícil que culminou com os meus trabalhos de conclusão de curso da faculdade. Mais uma vez, voltei à terapia.
No que a terapia me ajudou? Lá eu posso contar o que quero, reclamar, chorar e ter a visão de uma pessoa que eu confio (o médico, no caso). Tenho a liberdade de falar com a minha mãe sobre tudo, até sobre o que não gosto nela, mas às vezes ela também precisa falar e seria injusto despejar tudo nela. Aí que entra o psiquiatra. Um amigo meu e de Freud, que ajuda a decifrar as "caraminholas" da minha cabeça.
Agora faz tempo que não apareço por lá. Mas caso precise, não penso duas vezes antes de ir. E se for preciso algum dia (espero que não), vou pra Pinel sem pensar também. Pra que ficar sofrendo em casa se a solução está tão perto?
Terapia com psiquiatra: Aprovado!
Amanhã conto pra vocês de que forma a religião e a fé está presente na minha vida.

Até amanhã!
Bjs

3 comentários:

  1. Octávio O. Silveira29 de abril de 2009 20:36

    Estou acompanhando diariamente o blog e confesso que estou impressionado com a tua narrativa: que coisa não???? Os fatos(sejam eles bons ou ruins) que acontecem com as pessoas realmente influenciam diretamente nesta enfermidade, e vejo que o que passaste realmente foi dureza. Não é de se estranhar que todos nós temos coisas e histórias difíceis em comum..
    Mas vamos em frente..
    Grande abraço e até a próxima.

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  2. É verdade Octávio, a vida não é bolinho pra ninguém né? hehehe
    Bjs

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  3. Vamos lá Bruna! Sei um bom bocado da tua vida, porque tbm tive uma pessoa que me ajudou muito que foi seu pai.Estava muito fragilizada quando comecei acumpuntura, e entaõ tive além de um médico um grande amigo. Nos identificamos tbm na religião espirita, a qual amo demais, eu sou espirita, frequento a casa Caminhos da Luz, e fui casada com um homen maravilhoso espirita , de muita fé Cabeda que amanhã completa dois anos de seu desencarne.Exintem horas em nossas vidas, que achamos não terminar mais, tanto as boas como as ruins. Desta forma fiz uma opção, recorro sempre as coisas que acredito. Já chorei muito a morte do meu pai que faz anos, e do Cabeda que as vezes avho que não caiu a ficha.Querida, sabendo um pouco da tua história, e agora mais através do blog, tenho a certeza de que Deus sempre esta presente, nós é que não sabemos pedir.Em todas minhas dificuldades, sinto que estou leve, pois ele me carrega em seu colo e me permite chorar. bjos te adoro gisela

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