quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Meu dragão de estimação

Oi amigos, blz?
Olha só que maravilha, temos 200 seguidores! Uhuuuuu!
Não que eu escreva diferente por ter mais ou menos seguidores, mas sim, dá uma satisfação saber que tanta gente lê o blog.
Estou meio atolada de coisas por aqui, e vou ter um congresso que vai até o feriado, então, perdoem a minha provável ausência.
Deixando o papo furado de lado, e entrado em um papo mais furado ainda, fiquei viajando mais do que o esperado em uma aula esses dias (não se preocupem, eu consigo viajar na maionese e prestar atenção no professor ao mesmo tempo...hehehe), e queria contar pra vocês.
Situando o povo, eu estava numa aula sobre narrativas, ou seja, histórias contadas por textos, filmes, etc... (os teóricos me matariam lendo essa hiper simplificação do termo... mas não é o que nos interessa no momento). Bueno, o professor começou a viajar numa história pra nos dizer que uma história precisa ter início, meio e fim, como a nossa vida. Num conto de fadas, o início normalmente é um mundo lindo e equilibrado, no meio acontecem os percalços, como o dragão que rouba a princesa e a tranca na torre mais alta, da montanha mais alta do reino. E o fim, bom, normalmente no fim um príncipe a salva.
A vida da gente também é assim: início, meio e fim. Acontece que o meio das nossas vidas é a parte mais longa (eu espero que a minha seja). E é também no meio que os dragões vem nos pegar, que comemos a maçã envenenada, que espetamos o dedo na roca, etc...
O meio é feito pelas voltas que a vida dá. E o fim é o que pode nos tornar heróis, ou não. O herói é aquele que salva a princesa do dragão.
Vejo que a maioria das pessoas fica esperando esse "herói" chegar para levar todos os problemas chegarem. Esperam uma cura para todos os males, físicos e da alma. Mas e se a gente domar o dragão hein? E se a gente aprender a lidar com ele? É possível que consigamos até uma carona pelos ares...
Por enquanto, meu grande dragão é a EM. Foi ela que chegou e bagunçou tudo. E ainda me disse: não adianta, vou fincar pé por aqui.
Negociei com esse meu dragão. Eu o trato bem, e como recompensa, ele me mostra outros caminhos na minha história. Sim, de vez em quando ele me tranca lá no alto da torre, e eu me sinto desprotegida e sozinha.  Mas é só fazer uma forcinha, que ele me trás de volta...
Será que vou ter um final feliz? Sei lá. Só sei que estou tendo um "meio" muito feliz, montada no meu dragão de estimação...hehehe
Nossa Senhora... que papo de doido...
Até mais!
Bjs

7 comentários:

  1. Olá!

    Confira este site: Eu, eu mesma e EM -- http://bit.ly/acMSfX

    ResponderExcluir
  2. Olá Bruna, adorei o seu blog. Meu nome é Paula e, no início deste ano, tive uma experiência muito estranha, parecida com o seu texto sobre aprender a andar: estava indo para o trabalho, sentia-me estranha, meio fora de mim, caminhando cada vez mais devagar até que... estacionei no meio do caminho. Parecia que tinha esquecido como andar. Então, com muita paciência, fiz uma força danada pra lembrar como era que se andava e cheguei ao trabalho. Quando coloquei meus pés no banheiro, caí no choro desesperado, pois parecia ter esquecido como andar. Agora, tempos depois, estou mais calma, quer dizer menos desesperada, mas ainda não tive um diagnóstico. Na próxima semana, farei a ressonância do crânio, pra descobrir se é esclerose múltipla. Apesar da ansiedade, encontrei tranquilidade lendo seus relatos. Obrigada por estar aqui e dividir conosco sua vida. Quando receber o resultado, postarei um comentário. Kisses!!
    PS: Postei este comentário de novo, pois acho que o outro foi para o dia errado. Desculpa, eu sou péssima com tecnologia.

    ResponderExcluir
  3. Emilene Cabreira Dias4 de setembro de 2010 15:31

    Oi Bruna.
    Eu também tenho um dragão EM, e também domei ele bem direitinho. Foi esse susto também, morava sozinha em POA, a família no interior e perdi totalmente a força no lado esquerdo, ai fui pro Hospital e só no outro dia avisei a família, pois teria de permanecer algum tempo internada. Graças a Deus nunca me desesperei e depois que saí do hospital fui me recuperando e não tive mais nenhum sintoma nem surto. Eu também comecei um blog pra falar das experiências da EM, e de como as pessoas nos veem, mas eu não tive essa persistência para escrever tanto assim, e ele ficou meio parado hehehe. Mas é muito bom ter notícias de outras pessoas iguais a nós, né. E como vi em algum dos teus posts realmente tem males que vem pra bem, só que a gente tem que aprender a ver, e mudar, melhorar como pessoa, e foi isso que a EM fez em mim, uma pessoa melhor.
    Um beijão, fica do Deus...
    Emilene Cabreira Dias

    ResponderExcluir
  4. Oi Bruna. Me chamo Daniele, tenho 33 anos e sou do Rio de Janeiro. Achei seu blog meio sem querer, pois estava pesquisando sobre a EM na net. Sabe, estou com alguns sintomas que podem ser da EM e na próxima semana farei uma bateria de exames. Adorei seu blog e o apoio que vc dá as pessoas que tb convivem com a EM. Tirei muitas dúvidas e me acalmei bastante com seus depoimentos. Assim que tiver um resultado concreto, volto aqui pra dar meu depoimento.
    Te agradeço muito, viu?
    Um beijo grande e fica com Deus.
    Dani

    ResponderExcluir
  5. Parabéns pelo seu blog. Continue com a força que transmites. Um Abraço.

    ResponderExcluir
  6. Oie Bruna meu nome é Camila tenho 18 anos.Descobri a doença em 1 semana estava no hospital quando o Dr. me falou q era EM.Tenho muitas duvidas em relação a minha doença...fiquei muito feliz de ter conhecido seu blog..descobri ele atraves de uma materia no jornal Zaro Hora.Espero que possa me ajudae pois tenho muitas dúvidas em relação a doença,como é recente não começei o tratamento ainda,gostaria de saber como ele funciona.
    Obrigada e Parabéns! pela iniciativa.

    ResponderExcluir
  7. Sejam bem vindos amigos!
    Obrigado pelo carinho de todos. Como alguns comentaram sobre dúvidas, podem me mandar por email também: bruna.rochasilveira@gmail.com / esclerosemultiplaeeu@gmail.com
    Bjs

    ResponderExcluir

Ajude a construir esse blog, deixe aqui seu comentário, dúvida, críticas e elogios.