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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Nosso primeiro aniversário

Um ano. Trezentos e sessenta e cinco dias. Ou, uma vida!
O primeiro ano de vida de um filho é, na verdade uma vida inteira.
No dia 02 de dezembro Francisco completou um ano de nascimento. Mas já vivia antes, afinal, naqueles nove meses na minha barriga, tu já estava conosco, meu filho.
Ainda hoje, quando eu penso na gravidez, sinto saudade. Não apenas da barriga, ou daquela ansiedade gostosa por te conhecer. Mas de sentir que meu corpo gerava o teu. Uma coisa linda, mágica e muito louca. Eu sei que existe uma explicação biológica para isso. Mas para mim é algo mais milagroso que científico isso de meu corpo gerar o seu.
Hoje, quando olho pra você engatinhando, olhando pra mim e rindo, quase como pedindo "posso?" ou dizendo "to indo mãe", vejo que você é único mas ainda assim, parte de mim. E sempre será. Mesmo quando tiver seus 60 anos, continuará sendo parte de mim. E isso é algo que só as mães entendem.
Quando eu escrevi que ser mãe é sentir-se Maria, não sabia o quanto isso se intensificaria e sentiria isso cada vez mais forte em mim.
Nesse primeiro ano te recebemos pequenino, molezinho, murchinho...mas já nos primeiros dias eu sabia que você sabia quem eu era. Você foi crescendo, ficando mais firme, mais forte, mais fofucho e sorridente.
Um bebê lindo, simpático, que interage com todos, vai com todo mundo, ama música (e galinha pintadinha, claro). É incrível o quanto você é amável com todos.
E também é incrível o quanto você é saudável. Completamos um ano sem nenhuma dor, sem nenhuma doença, sem nenhuma assadura sequer.
É verdade que eu chego nesse final de primeiro ano bastante cansada. Ser mãe é tarefa de 24h por dia, todos os dias. E ser mãe e trabalhar nem sempre é algo fácil meu filho.
Voltei a trabalhar quando o Francisco tinha apenas um mês. Trabalho em casa e por isso pude me dedicar ao meu pequeno junto com o trabalho. Mas não foi lá muito fácil. Por isso acabei esse primeiro ano saindo de um dos meus trabalhos porque, como diz minha mãe, tempo é questão de preferência, e eu prefiro ganhar menos, apertar nas contas e estar com meu filho.
Sabe filho, muitas pessoas me questionaram e continuam questionando as escolhas que eu fiz pra gente nesse primeiro ano. Muitas acham que eu devia te colocar numa creche, outros acham que você não devia dormir no meu quarto, outros que eu devia dar doce pra você comer, outros que foi um exagero fazer festa de um ano pra você. Eu continuo em paz com todas essas escolhas e feliz por estarmos assim. Então, assim continuaremos até que a gente ache que tem que mudar.
Eu espero, meu filho, que a sua vida tenha muito desse teu primeiro ano: muita alegria, muito amor, muitas descobertas, muita curiosidade, muito aprendizado (pra você e pra todos nós que convivemos contigo).
Observo você tentando ficar em pé para caminhar e lembro de quando eu tive que reaprender a dar os primeiros passos. Ao contrário da maioria das mães e pais, eu lembro como é aprender a caminhar, a sustentar o corpo todo em pé e se equilibrar para dar um passo, e depois outro, e depois outro. E é por isso que eu sempre digo que você não precisa ter pressa. Pode ir no teu tempo que eu te entendo.
É difícil começar, é difícil aprender, é difícil caminhar. Mas quando você começar, vai ver que viver pode ser difícil às vezes, mas é maravilhoso também.
E, sendo fácil ou difícil, eu te garanto que amor nunca vai te faltar, nem alguém pra segurar a tua mão ou te fazer um cafuné.
Quando você nasceu, eu nasci como mãe. E senti que tudo que eu vivi até aqui era um treinamento. Um treinamento para a vida de verdade, que começou quando você chegou.
Feliz aniversário meu filho! Feliz primeiro aniversário!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Encontro com Fátima Bernardes: nos bastidores

Com todos os entrevistados do dia

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Pra quem não viu ou não soube, ontem eu estive no programa Encontro, com Fátima Bernardes, na rede Globo.
(pausa para gritinhos histéricos)
Siiiiim!!!!!! Eu fui!!!!
Quem me conhece há algum tempo já me ouviu falando: "um dia eu vou na Fátima", ou, "quando eu for na Fátima", ou ainda, "nossa, isso era um tema legal de eu falar na Fátima".
De todos os programas de tv aberta, esse é o que eu mais acompanho. E não to dizendo isso só porque fui lá não. Mas porque eu vejo mesmo, adoro as discussões de gênero, raça, diferença e preconceito que se faz nesse palco. Fora a poesia do Bráulio Bessa, que eu choro logo que ele começa. É um programa super bem pensado. E, justamente por isso, eu queria ir na Fátima há pelo menos uns quatro anos...eheheheheh.
E como eu fui parar lá?
Bem, a Cíntia, uma pessoa queridíssima que foi minha colega de quarto na maternidade, enviou a minha história pra eles há um tempinho. Aí, há uns 20 dias me ligou uma moça dizendo: oi, eu sou a Nina, da Globo, e recebemos sua história como sugestão para o Encontro com Fátima Bernardes...
Naquele dia contei boa parte da minha história com a EM para ela e ela disse que ia passar tudo pra produção e se eles achassem legal colocar em alguma pauta, me ligariam.
Naquela noite, depois de colocar o Francisco no berço olhei pro Jota na cama e perguntei (como eu sempre faço): tá onde? E ele: Na Fátima! hehehehehehehe. Ficamos viajando se a gente iria mesmo participar e tal.
Pois bem, na semana passada a Vanessa me ligou: olá, aqui é da produção do Encontro, você teria disponibilidade de vir na próxima segunda-feira?
Oi? Sério mesmo? Claaaaaro!
E mesmo que não tivesse, eu dava um jeito de ter, afinal, era a Fátima né minha gente!!!!
A Vanessa também ouviu toda minha história, perguntou mais algumas coisas e me pediu algumas fotos de família e se a gente receberia alguém da equipe aqui em casa pra filmar a dinâmica da família.
Na sexta-feira recebemos o Manoel Soares, que fez a matéria com a gente e conseguiu umas imagens lindérrimas do nosso pequeno. Quem viu na TV sabe que aquele sorriso banguela do Chico no telão roubou a cena né?
O Manoel foi um querido e soube tratar nossa história com muito carinho.
Francisco e seu novo amigo Manoel Soares
Deixei tudo organizado aqui em casa e fui pro Rio de Janeiro no domingo à noite, para participar do programa na segunda de manhã.
Antes que alguém pergunte, tudo por conta da Globo sim ;)
Eu parecia criança pequena entrando em parque de diversão depois que passei meu crachá na catraca. Eu, que estudei telenovelas da Globo no mestrado, que vejo tv diariamente, que gosto de tv, entrando no Projac. Podem falar o que quiserem, eu achei o máximo!
Chegando lá conheci fui recebida pela Maju, uma queridona que depois do programa fez todas as fotos que eu pedi porque a câmera do meu celular resolveu parar de funcionar justamente lá, na Globo (só porque eu queria fazer uns vídeos a la Carol Paixão nos corredores). Também conheci pessoalmente a Vanessa e a Marina, as duas pessoas que entraram em contato comigo, ouviram minha história, e trataram com o maior carinho e dedicação as fotos e imagens para fazer uma edição primorosa de tudo. Muito melhor do que poderíamos imaginar.
Me levaram pra maquiagem e cabelo, que a Melissa fez com primor e me deixou lindona (sim, eu me acho linda mesmo) e depois fiquei numa sala com café e lanchinhos para esperar começar o programa. Foi aí que descobri que minha câmera parou de funcionar, quando liguei pra fazer uma foto com o Gabriel, um menino queridíssimo que vai pra
Maquiando com a Melissa
China, disputar o mundial de Kung Fu e era um dos entrevistados do dia (aliás, ajuda aí o Gabriel a chegar na China pessoal: Vakinha). Além da Regina Navarro Lins, que eu já tinha visto no programa da Fátima e no Amor e Sexo. Ficamos por ali até poucos minutos antes de começar o programa.
Confesso que quando entrei no estúdio tive um pouco de frio na barriga misturado com o encantamento de estar no cenário que vejo todos os dias na TV. Enquanto esperava, fiquei olhando praquele moooonte de gente trabalhando para colocar o programa no ar e pensando: meldels, é muito trabalho pra fazer cada um desses programas. E é diário. E é ao vivo. E dá tudo certo. Bem, só posso dar os parabéns mesmo, pra cada uma das pessoas envolvidas nisso.
Quando a banda O Terno entrou e se posicionou no palco, percebi que o cara que eu tinha "atropelado" no elevador do hotel era o vocalista da banda. Mas tudo bem, pedi desculpas pra ele...eheheh.
Quando a Fátima entrou no estúdio o frio na barriga já tinha passado. Quase quase quase chorei quando vi o vídeo com o Francisco e o Jota (reparem que quando eu vou falar ainda tá um pouco difícil). Mas consegui me manter controlada. E a Fátima... gente... sério... ela é muito boa na condução da conversa. Claro, vocês já sabem disso, porque assistem o programa. Mas estando ali, no meio da conversa, eu pude ver o quanto ela consegue colocar todos na conversa, na hora certa. Eu admiro muito essa habilidade em um comunicador. Então, fiquei ainda mais encantada por ela e pelo programa.
Adorei todas as pessoas com quem tive contato ali. Senti um carinho verdadeiro, sabe? Aquela empatia materna/paterna com a Fernanda Machado, a Juliana Sana e o Mouhamed Harfouch. Me senti acolhida. No aeroporto, conversando com uma pessoa que viu o programa e perguntou: mas você não achou estranho ficar no meio dos famosos? Bem, não achei não. São todos pais, mães, filhos, trabalhadores, pessoas como eu e você, mas que tem a vida muito mais exposta, e por isso devem até ser mais cobrados que nós, anônimos. Não me senti menor, menos importante ou à parte do que estava acontecendo.
Eu a Fátima
Depois fiz fotos com todos que estavam lá, afinal, não é todo dia que eu vou na Globo...hehehehe.
No caminho até o aeroporto fui olhando as mensagens recebidas no celular, no facebook, no email etc. E posso dizer que, se tinha me sentido bem e acolhida naquele palco, me senti muito mais com o carinho de vocês, meus amigos, meus colegas de trabalho, de faculdade, leitores do meu blog, pessoas que me curtem no face, que conversam comigo sobre suas vidas com ou sem EM.
Até agora, ninguém mandou nada achando ruim, ou dizendo que eu tinha que ter feito isso ou aquilo. Isso mostra a "qualidade" das pessoas que me cercam. Estou realmente emocionada.
Bem, só vi o programa hoje, e, lógico, hoje eu chorei, sozinha aqui na frente do computador. Quem não viu o programa todo, está disponível aqui nesse link: https://globoplay.globo.com/v/6220305/programa/
E vendo, achei lindo. Melhor que eu poderia imaginar. De verdade!
Por tudo isso, quero agradecer primeiramente a Cintia, minha colega de maternidade que viu na minha história um tema a ser contado pro Brasil inteiro. Valeu Cintia! Você foi parte essencial na realização do meu sonho de ir na Fátima ;)
Também quero agradecer toda a produção do programa, além da própria Fátima e convidados, que me receberam muito bem. Obrigada por me ajudarem a contar a história da minha família de uma forma leve e linda.
E obrigada a todos os amigos e amigas que compartilharam o vídeo um milhão de vezes, que tirou foto do aparelho de tv e me enviou, que torce pela gente e continuará torcendo, mesmo que eu não esteja na Globo.

É ou não é pra morrer de amores?


Até mais!
Bjs

P.S.1: eu já recebi várias perguntas malucas sobre a participação no programa e prometo responder em outro texto ou vídeo. Mas sim, a Fátima é super simpática e foi um doce comigo.
P.S.2: eu gostei tanto de ir que tô pensando em mandar meu Lattes... pessoal, eu sei falar sobre telenovela, representação de pessoa com deficiência, bioidentidades, autobiografia, identidades, maternidade, esclerose múltipla...ehheheheehhe.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

A gincana diária de cada mãe


Oi pessoal, tudo bem com vocês?
Por aqui tudo ótimo! Estou cada dia mais acostumada e menos apavorada com a gincana materna. No último post eu falei disso e algumas pessoas me perguntaram: o que é isso que tu chama de gincana materna?
Bem, quem já participou de gincana escolar sabe como funciona: você precisa acabar uma tarefa para receber a próxima e assim vai seguindo o dia todo até o final. Tem tarefas mais difíceis, outras mais longas, outras que exigem deslocamento. Algumas dá pra fazer em grupo, outras é sozinho... enfim, não dá pra parar um minuto.
O primeiro ano (e talvez todos os outros também) do bebê é mais ou menos assim. Eu acordo no horário que o Francisco acorda, e para a minha felicidade, ele só acordou cedíssimo nos primeiros meses dele. Agora dorme a noite toda, mama as 6h e volta a dormir até às 8h. Aí é levantar, trocar fralda e roupa, limpar as mamadeiras enquanto toma café e aí brincar. Eu acabo indo pra minha mãe, assim o Chico fica brincando com o biso até a hora da frutinha. Troca fralda de novo. Depois ele volta a brincar e eu vou fazer a papinha do almoço. Cozinho todos os dias uma papinha fresquinha e nova. Depois de dar o almoço dele, troca fralda novamente e eu almoço enquanto uma das vovós fica com ele. Depois é brincar até ele se entregar pro sono (tem dias que demora e dorme só 40 minutos mesmo). Algumas tardes quem fica com a parte de trocar a fralda e ficar brincando até as 16h é a vovó, porque eu fico trabalhando, até esse horário, que é quando preparo a frutinha da tarde. Troca fralda de novo, brinca mais um pouco e logo vem a janta, por volta das 18h. Troca fralda, brinca mais um pouco e às vezes tem um cochilo. Tem dias que depois da janta dele eu saio pra fazer pilates e funcional. Aí chega em casa, tomo banho e dou banho no Jota (tem dias que chega esse horário e eu tô tão cansada que deixo o banho do Jota pra mãe dele), como alguma coisa, faço mamadeira da noite e da manhã, dou banho nele e deito junto, as 21:30. Sim, é cedo, mas costumo estar tão cansada quanto ele.
Como vocês podem ver, é bem cansativo. Nos dias que eu trabalho é mais ainda, porque me preocupo em fazer um milhão de coisas em três horas. Dia que saio de casa deixo tudo arrumadinho e, mesmo tendo a certeza que ele está melhor cuidado do que comigo, fico pensando nos horários e no que tem que ser feito, mesmo à distância.
É difícil de desligar da rotina.
Aí você pode pensar: que chatice! é todo dia a mesma coisa: só se preocupa com comida, roupa e fralda!
E eu te digo: errou feio...errou rude!
Porque nesse brincar, comer, trocar fralda, trocar roupa, dar banho e colocar pra dormir tem um monte de descobertas lindas, gargalhadas energizantes, olhares gostosos que não tem explicação. Agora, com 10 meses, ele já sabe o que gosta e o que quer pra brincar. Já chama o Gato ("ga"), a tia ("Tata"), sabe quem é a mamãe e o papai. Quando a gente ri de algo, ele imita rindo junto... já entende de regras sociais! Quando a gente vê algum show na TV e as pessoas aplaudem, ele para tudo pra bater palmas junto. Adora brincar de "esconder" e ri alto quando encontra a mamãe ou a vovó na brincadeira.
Cada dia é uma descoberta nova, um novo aprendizado. E eu não tiro o olho um segundo, pra não perder nada. Porque mesmo que seja cansativo em alguns momentos, dá uma energia inexplicável e sem tamanho ver meu pequeno crescer!
A maternidade tem sido muito leve pra mim. E eu já nem comento nada nas redes sociais, porque parece que no facebook ou no instagram só é mãe quem reclama, quem acha difícil, quem está sofrendo com todo esse processo. Pra mim isso tudo já era mais do que esperado. Aliás, eu esperava que fosse mais difícil. E tem sido lindo. Leve. Gostoso. Desafiador sim, cansativo às vezes, também. Mas não me identifico com quem fala do "Lado B" da maternidade. Porque pra mim existe só maternidade, sem lado A ou lado B.
Há alguns dias li que ser mãe é abrir mão de tudo e não perder nada. Acho que me sinto assim. Não sinto que tenha perdido nada. Tenho ganhado todos os dias. Ganho mais responsabilidades, mais preocupações, mas também mais alegrias, mais esperança, mais vida, mais energia, mais vontade de ser uma pessoa melhor.
Enfim, a gincana materna pode ser difícil as vezes. Tem noites que eu deito já pensando na rotina do próximo dia. Mas acaba que, mesmo sendo sempre a mesma coisa, é diferente a cada dia. E cada mãe e família desenvolve a sua própria gincana, com as tarefas que não podem ser esquecidas e as que podem ser ajustadas, adicionadas etc.
Ah, e nunca mais briguem com as mães de vocês por perguntarem a cada hora se você já comeu ou se tá levando um casaquinho. A gente fica tanto tempo se preocupando com a alimentação e roupa dos nossos filhos que deve ser difícil perder o hábito, mesmo 50 anos depois.

Até mais!
Bjs

domingo, 18 de dezembro de 2016

Carta ao meu Francisco, ou, um relato detalhado do parto

Era o dia 02 de dezembro de 2016. Acordei como em qualquer outro dia, tomei meu café da manhã, molhei as plantinhas do jardim e sentei para descansar um pouco. Subi na casa da vovó para amarrar o anjinho do dia no quadro de natal e, quando olhei para aquele calendário natalino pensei: acho que ele vai ser do dia 03.
Quando desci para fazer o almoço, senti uma contração um pouco diferente. Aí pensei: vai ver entro em trabalho de parto hoje e ele nasce de madrugada.
Foi quase isso.
Depois do almoço, as contrações tomaram ritmo e vinham de 10 em 10 minutos. Liguei pra médica obstetra e ela disse: quando tiver 2 a cada 10 minutos me liga. Ontem na consulta eu mexi em você, pode ser isso também. Já fazia 38 semanas e 6 dias que você estava na barriga da mamãe,então, ainda tinha tempo pra você vir. Mas a mamãe sabe das coisas. Eu sabia que você estava chegando. Falei pro papai tomar um banho e descansar, porque talvez precisássemos de muitas horas no hospital pra você nascer.
Subi pra casa da vovó e tomei um banho gostoso, conversando com você. Cantamos nossas musiquinhas. Alisei a barriga com carinho, porque sabia que no dia seguinte ela não estaria mais ali. Quer dizer, eu sabia que o maior amor da minha vida estaria do lado de fora e não mais ali dentro, mexendo e interagindo comigo daquela forma especial que só nós dois sabemos.
Depois do banho, as contrações vinham de 5 em 5 ou de 7 em 7 minutos. E começou a doer. A primeira que doeu mesmo, a mamãe achou que era um louca vontade de fazer xixi, mas não conseguia me levantar. Foi aí que ligamos novamente pra médica, que mandou a mamãe ir pro hospital.
Ligamos pro titio Caco, que veio buscar a mamãe, o papai e tuas duas vovós. A mamãe estava muito tranquila. Com a tranquilidade de quem sabe que tudo ia dar certo, que não precisava me preocupar com nada. Acho que no carro, meu filho, a pessoa mais tranquila era a mamãe.
Quando chegamos no hospital, a mamãe nem precisou dizer pro moço da recepção que ia pra emergência obstétrica. Uma contração forte veio bem na hora. Mamãe foi caminhando, porque era mais confortável ficar em pé, com o corpo levemente inclinado pra frente, do que sentada.
A mamãe subiu pro atendimento com a vovó Sônia, enquanto a vovó Leda ajudava o papai, montando a cadeira dele pra que ele pudesse ficar com a gente depois.
Na sala de espera pro atendimento, tinha mais duas gravidinhas, prestes a conhecer seus filhotes também. Elas perguntaram que horas você vinhas, mas a mamãe não sabia, porque ia deixar você vir a hora que quisesse. Elas acharam estranho a mamãe não marcar hora pra sua vinda. Mas era bem assim que a mamãe queria.
Antes de entrar pro atendimento, mamãe criou um grupo no whatsapp pra avisar a família e os amigos mais próximos que você estava chegando e estávamos na maternidade do hospital. Muitas pessoas te amam meu filho, desde a barriga da mamãe, e estavam ansiosos por esse momento também.
Mamãe entrou sozinha pro atendimento. A enfermeira viu que tava tudo bem com a mamãe e as 17:10h ligou um aparelho pra ouvir os batimentos do teu coraçãozinho e contar o número e intensidade das contrações da mamãe. Eu fiquei ali, deitada de lado, olhando pro monitor do aparelho e ouvindo o teu coraçãozinho por 30 minutos. Quando vinha a contração, teu coraçãozinho acelerava um pouco e a gente ficou conversando sobre como seria o momento da tua chegada.
A médica da mamãe ainda não estava lá, então, a Dra. Laura atendeu a mamãe e viu que tinha 4cm de dilatação. Pra você nascer ia precisar de 10. Então ela calculou e, como você é o primeiro filho da mamãe, podia demorar um tanto de tempo, e disse: acho que até a meia noite o Francisco tá aqui nos seus braços.
As moças (enfermeiras e técnicas) que atenderam a mamãe naquela primeira sala foram muito queridas com a gente. Deixaram a mamãe ficar sentada num bola de exercícios, embaixo do chuveiro. Ajudava bastante pra segurar a dor de cada contração. Foi quando a mamãe tava no chuveiro que o papai chegou pra nos acompanhar. Nesse momento a mamãe ainda conseguia conversar no intervalo das contrações.
Saindo do chuveiro, levaram a mamãe pra sala pré-parto. Um outro quarto. Lá colocaram um soro no braço da mamãe e a dra. Aline, médica da mamãe,examinou pra ver quanto tempo, maius ou menos íamos esperar. Já estávamos com 7cm. Em uma hora aumentamos 3cm de dilatação. Enquanto a médica examinava a mamãe, a bolsa de água em que você ficava se rompeu e saiu uma aguaceiro na cama. As moças da maternidade limparam a mamãe, trocaram o lençol e eu fiquei sentada na bola, me apoiando na cama. As vezes doía e parecia que eu tinha vontade de ir no banheiro. Mas eu sabia que era meu corpo fazendo força pra você vir.
As dores foram piorando. Ficando mais intensas e mais próximas. Antes demorara 10, depois 5, agora já estava de 2 em 2 minutos e a mamãe mal conseguia se recuperar da dor anterior quando vinha a próxima. A mamãe suava muito e tremia. Resolvi deitar na cama, apesar de doer mais deitada. Estava com medo de desmaiar, cair da bola.
Uma enfermeira perguntou quanto era o nível de dor naquela hora, de 0 a 10. A mamãe calculou em 8. Depois de tudo, ela disse que naquela hora já devia ser 12...
A anestesista não tinha chegado ainda. A gente calculava que você ia demorar mais pra nascer, porque você é o primeiro bebê da mamãe. Mas, novamente, em menos de uma hora, aumentamos mais 3cm de dilatação e você precisava vir. Conseguimos uma pediatra de plantão pra ajudar a mamãe a te receber. E, quando já tava praticamente na hora de levar a mamãe pra sala de parto, a "anja anestesista" chegou. Eu falei pra dra. Aline que precisava fazer força, que meu corpo não aguentava mais não fazer força. E quando fizemos força ali na sala pré-parto, você já estava dando sinais.
Correndo a anestesista atendeu a mamãe, que já não conseguia sentar mais sozinha, então um médico e uma enfermeira seguraram a mamãe sentada. A Roberta (a mamãe conseguiu ler o crachá dela na hora) foi quem colocou a cabeça da mamãe no ombro e lembrava à mamãe que precisava respirar. Ela foi um anjinho também, assim como a anestesista, que deu uma injeçãozinha nas costas da mamãe que aliviou a dor.
Nessa hora levaram a mamãe pra sala de parto. A mamãe tava com tanto calor e suando tanto que já tinha tirado toda a roupa. Na sala de parto trocaram a mamãe de cama, pra uma onde eu pudesse colocar as pernas pra cima e fazer a força pra você sair. O papai foi junto, e colocaram um roupa especial nele, pra ficar ali com a gente.
Como a mamãe já não sentia mais a dor, a médica disse: você está tendo uma contração, faz força! Eu fiz toda a força que conseguia fazer. Já emocionada porque logo iria ver você. Depois dessa ela disse: mais uma e ele vem. E foi assim mesmo. Na segunda contração, ali na sala de parto, você veio naturalmente.
Não abriu um berreiro, nem chorou. Você saiu da minha barriga para o meu peito, abriu os olhinhos quando eu disse "oi meu amor",  e fez um resmungo, como quem dissesse, tô aqui mãe!
Foi lindo! A mamãe não tinha muitas expectativas sobre o parto. Mas posso dizer que foi melhor do que qualquer coisa que eu imaginei. Do que qualquer coisa que eu já vivi.
Você ficou ali uns minutos, antes de cortarem o cordão umbilical e levarem você pra pesar. O papai tava o tempo todo com a gente. E chorou quando viu você no colo da mamãe.
Sabe, antes de ter você, eu via cenas de parto e não entendia como as mulheres não tinham medo de derrubar o bebê, tão frágil, do colo, logo após o parto. Hoje eu sei que a gente liga um chip quando colocam o filho no nosso colo e, do nada, a gente sabe exatamente como pegar nossa cria.
Antes de levarem você pra pesagem, pro seu primeiro banho, as vacinas etc. O papai voltou na sala de parto contigo no colo. Foi a cena mais linda da vida da mamãe. Teu papai, que achava que não ia conseguir te pegar, foi o primeiro a te levar dum lado pro outro no hospital. A mamãe foi levada para um quarto, esperar você chegar e
tudo foi feito sob os olhares atentos do papai, que estava ao teu lado, e das vovós e da dinda Raquel, que viram tudo através do vidro, fotografaram e filmaram e iam enviando pra mamãe poder ver também.
Eu ainda passei pelo mesmo vidro e pude olhar elas ali, tão emocionadas quanto eu.
Te esperei no quarto. Quando você chegou, até jantar a mamãe já tinha jantado. O papai ficou ali por mais um tempo.

A vovó Sônia dormiu com a gente na primeira noite. Ou melhor, ficou acordada comigo, admirando você o tempo todo.
O parto foi lindo, foi perfeito e a mamãe saiu pronta pra outro. Sem nenhum corte, sem nenhuma dor depois. Só carregando o maior amor do mundo nos braços.
Assim foi o nosso dia 02 de dezembro. O primeiro dia seu aqui na terra. O primeiro dia do resto das nossas vidas, com muita alegria e luz, meu Francisco.
Nós viemos pra casa no dia 04. E a mamãe tem que agradecer muito a toda equipe que nos atendeu. Além da dra. Aline, todas as enfermeiras e técnicas que atenderam a gente foram muito carinhosas. Todas mesmo. Queria ter dado um abraço bem apertado em cada uma das pessoas que passaram por nós naqueles dias e marcaram nossas vidas pra sempre.
A gente teve muita sorte (ou merecimento) de ter anjinhos com a gente nesses momentos. E nisso incluo a tia Cintia e a pequena Helena, que havia nascido um dia antes, nossas companheiras de quarto e que queremos acompanhar pela vida.
Jamais vamos esquecer o carinho e dedicação das profissionais da maternidade do Hospital Moinhos de Vento. Obrigada meninas!
E obrigada também a todos e todas que foram nos visitar ainda no hospital (tio Neo, tia Lígia, Luana, Everton, dinda Raquel, tio Eduardo, tia Tata, biso e bisa, vô Roni, tia Neyra, tia Lúcia, vovós Marília e Helena, além das vós oficiais que estão sempre com a gente, Sônia e Lêda. Em especial o Dinho Gu, que veio de São Paulo pra te conhecer. O papai só vinha pra casa pra dormir e estava aqui pra nos receber quando chegamos.
Assim foi o nosso dia 02 de dezembro. O primeiro dia seu aqui na terra. O primeiro dia do resto das nossas vidas, com muita alegria e luz, meu Francisco.
Com amor,
Mamãe.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Carta ao marido da jovem grávida

Aí o maridão lê seu texto e pede um espaço no blog pra fazer você chorar escrever.
Curtam, como eu curti, o texto do Jota aos papais grávidos:

Esse é um daqueles textos não programados; que vem de cascata (quem escreve sabe o que quero dizer). Entram no meio do seu dia já programado, bagunçando e deixando para depois tudo aquilo que você tinha elegido como prioridade. Escrever ganha ares de necessidade e precisa ser feito! É quase uma tromba d’água que cai de repente molhando de surpresa a roupa no varal. Algo que já existe completo no “mundo das ideias” e “só” precisa ser escrito. Depois de compartilhar a emoção da Bruna escrevendo sua carta à jovem grávida e lendo as coisas que diziam diretamente sobre mim, fiquei com vontade de escrever também ao marido da jovem grávida. Não tinha tanta noção do quanto algumas coisas que fazia meio que inconscientemente eram importantes para ela.

Carta ao marido da jovem grávida
Recentemente, quando uma amiga me confessou que estava grávida eu lhe disse: Parabéns! Antigamente, quando alguém me contava sobre uma gravidez, eu não sabia se felicitava ou consolava, mas hoje eu só parabenizo. Ser pai e acompanhar de perto uma gravidez é uma experiência fantástica. Então, se você é uma dessas pessoas: parabéns!
A dúvida tinha um motivo. Na adolescência, morria de medo de ser pai. Uma gravidez podia arruinar os planos que havia traçado. Não era um medo vivido individualmente, só meu. Era igualmente compartilhado por minhas namoradas. Era só a menstruação atrasar alguns dias para bater um temor na gente. Confesso que sentia um certo alívio mensal quando o ciclo se renovava e pensava: ufa! Não foi dessa vez. E lhes digo: é muito mais agradável fazer um teste de farmácia esperando que ele dê positivo do que negativo. Até sua namorada aparecer com a confirmação da “não-gravidez” na mão, parecem minutos intermináveis.
No entanto, o pavor da adolescência deu espaço às expectativas. Logo que começamos a tentar engravidar, vivíamos com alegria cada dia a mais sem sinal de menstruação. E quando a Bruna falava alguma coisa que não entendia direito ou anunciava que queria conversar comigo, já imaginava, ela ia me contar que não estávamos grávidos. (digressão surreal: ela me ligou agora para falar de uma Eco que tinha feito e só fiquei mais tranquilo quando ela falou que estava tudo bem. Ainda tenho esse pavor. Acho que ele vai me acompanhar pelo resto da minha vida como pai).
Felizmente, engravidamos logo no primeiro mês de tentativa. Imagino a frustração de um casal quando não consegue engravidar logo. Mas desde o começo colocamos que queríamos ser pai e mãe, independente da gravidez. A Bruna teve que parar a medicação e tínhamos um prazo médico para as nossas tentativas. Então a adoção era uma possibilidade bem presente, caso não conseguíssemos. Quem sabe um dia ainda seja realidade.
O Francisco foi cuidadosamente planejado, mas sabemos que nem sempre é assim que a banda toca. Uma gravidez inesperada pode atrapalhar a conquista de um objetivo idealizado. Mas vou lhes dizer: uma doença também! E tâmo aí! Então esse tal ideal só serve para continuarmos caminhando. A realidade é bem mais complexa e urgente. E você tem que escolher entre a realidade e o ideal.
Se escolher ser pai, talvez você possa passar a vida inteira se lamentando por um ideal não realizado. Ou pode aproveitar a experiência que a vida está lhe oferecendo e curtir quem realmente importa nesse momento: sua esposa e o filho que ela carrega no ventre. Certamente, tenho muita sorte de ter a Bruna como acompanhante dessa jornada. Uma companheira que sempre me fez colocar os pés no presente. Mesmo com todos os medos e inseguranças que se apresentam no processo da paternidade (e ainda mais da paternidade com uma deficiência) e sempre me lembrou e não deixava eu esquecer: “Ooooh, eu preciso de você aqui e agora”.
De nada adiantava eu ficar imaginando todas as dificuldades (o ideal nem sempre é o sonho do sucesso, às vezes está travestido de medo e insegurança. Pode ser pesadelo. Mas está sempre no futuro) que teria e esquecer-se de quem realmente precisava de você: a mãe de seu/sua filho ou filha ao seu lado. E essa é a primeira sugestão que dou aos maridos dessa jovem mulher grávida: esqueça do futuro, dos medos, dos objetivos. Sua vida é outra agora, tenha medo, mas vá com medo mesmo. Construa novos objetivos.
A gravidez pode ser esperada ou indesejada, mas, na verdade, você é mero coadjuvante nesse processo. Uma vez eu comparei a gravidez a um sonho: você pode estar presente na imaginação da outra pessoa, no entanto você terá acesso à narrativa do sonho unicamente se alguém te contar o que sonhou. A mulher grávida é como o sonhador. Você só saberá quando o nenê chutou, mexeu ou acordou se ela te contar. O sonho é dela e você alguém que se beneficia das palavras do sonhador.
E nesse sentido, cabe a você se interessar pela história que ela tem pra contar. E aí está a segunda dica: se interesse pela história. A Bruna nem sabe, mas adoro quando ela interrompe uma conversa que estamos tendo para dizer, olhando para a barriga: bom dia, filho! Sentir o primeiro movimento do dia deve ser algo mágico. Mas é uma coisa que não tenho acesso pela experiência, apenas pela narração. Só posso sentir a alegria que me toma quando vivencio essa cena; ver o carinho que a Bruna dirige à barriga etc. Isso eu posso sentir, e gosto.
Assim, como espectadores da natureza, fico meio sem entender àqueles que decidem não participar da narrativa; aqueles que abandonam, não se interessam e não vivem essa experiência. Mesmo que não programada, uma gravidez não tem nada a ver com você. Talvez seja fácil eu falar agora... provavelmente, não teria o mesmo pensamento na adolescência, enquanto a vida parecia um quadro a se pintar. No entanto, não é um ideal que constrói a nossa vida, mas o diário. E assim como é possível viver e batalhar pelos seus sonhos com uma doença, também é possível com uma gravidez não programada. No fundo deve escolher entre o ideal individual que se apresenta enquanto possibilidade ou um novo ideal construído coletivamente com sua família. Uma gravidez não esperada não significa abandonar seus sonhos, mas ressignificá-los. Sei lá, talvez não seja uma tarefa fácil, mas depois de tantos sonhos que adaptei às atuais condições por causa da doença, já estou craque e talvez você consiga se treinar um pouco. Essa é a terceira dica: Não abandone seus sonhos! Construa outros com sua esposa, namorada, ficante e com seu filho ou sua filha.
Outra coisa, a quarta dica: não se esqueça que a jovem grávida é, acima de tudo, uma mulher, com desejos, carências, manias, objetivos etc. – talvez mais exaltados no período, mas a mesma mulher de antes da gestação. Então me surpreende relatos de maridos que perderam o desejo na mulher ou que se afastam por alguma coisa. Não sei, talvez pra mim seja fácil, porque eu acho linda a Bruna grávida. Acho lindo aquela barriga nela. Pra mim, ela é a mulher mais linda do mundo e quero sempre estar ao lado dela, seja em carícias mais picantes, seja em “colinhos”. Não é uma dica do tipo “levante a autoestima de sua esposa”... não! Eu acho bonito mesmo! Mas entendo que cada caso é um caso, nem sempre a pessoa está feliz com seu corpo. Nesse caso, talvez você deva se esforçar para levantar a autoestima da jovem grávida. Não por pena, por amor!

Aqui estão só algumas dicas, mas não são regras. Melhor seria vê-las como sugestões. Certamente, a experiência pessoal e a dinâmica do casal podem avaliar melhor a utilidade dessas “dicas” e aperfeiçoar seus preceitos. São sugestões, não conclusões. Não são dicas do tipo manual (faça você mesmo ou faça assim, não assado). A gravidez e a paternidade são experiências incríveis e precisam mais de feeling do que receitas de bolo prontas.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Carta à jovem grávida

Oi queridos e queridas, tudo bem com vocês?
Por aqui tudo bem. Estamos com 38 semanas de gravidez (lembrando a quem não entende de gravidez em semanas, que o total de uma gravidez é 40). Estamos ansiosos pela chegada do nosso pequeno e, ontem, recebemos um email de uma querida amiga que está nos primeiros meses de gravidez. Ao pensar numa resposta pra ela, acabei pensando em algo que eu gostaria de dizer a todas as mulheres que estão no início dessa caminhada linda, intensa e emocionante que é estar grávida. Então, peço licença ao assunto esclerose para falar de gestação.


Carta à jovem grávida
Olá amiga que está grávida. Se você não me conhece e está lendo essa carta, ainda assim te chamarei de amiga, afinal, compartilhamos de uma experiência única e inexplicável de nossas vidas: a gravidez.
Não importa a sua idade, jovem grávida, és jovem porque estás no início de um caminho que eu me encontro no final.
Eu sei que para cada uma de nós, essa experiência é diferente. Algumas, como eu, planejaram esse momento. Outras foram pegas de surpresa. Algumas tem um companheiro do lado, outras não. Algumas ficam felizes com essa vivência, com seu corpo, outras nem tanto. Por isso, não leve essas palavras como algo que você deve, obrigatoriamente viver nos próximos meses. Porque a sua gravidez e a minha são diferentes. No entanto, gostaria de te contar um pouco como foi para mim.
Eu conto porque nesses meses, às vezes eu sentia falta de alguém que vivia a mesma coisa que eu pra compartilhar. E a cada texto de amiga grávida que falava da emoção que estava vivendo, e eu me encontrava naquelas palavras, me sentia fazendo parte não só de um grupo - o de mulheres mães - mas me sentia parte de algo maior, sem explicação.
A verdade, minha amiga, é que nada... nadica de nada nessa vida nos prepara para a gravidez. Por mais que tenhamos vivido momentos intensos, emocionantes, alegres ou tristes em nossas vidas, absolutamente nada nos prepara para o momento em que nosso corpo gera um ser dentro da gente.
No início, quando ainda não sentimos ele mexer, ficamos olhando para o próprio ventre e pensando em como pode ter um serzinho ali dentro. E naquela ecografia que a gente vê que o bichinho de apenas 7cm já tem mãozinha, pezinho e rostinho, ficamos sem saber explicar como isso acontece.
Por mais que nos expliquem biologicamente como acontece, a transformação da gente em mãe é algo que não se explica.
Aí a gente fica querendo ver barrigão e sentir o bebê mexer. E começa a ler sites sobre o assunto, conversar com outras mulheres sobre isso e fica na expectativa. Eu jurava, com 4 meses, que aquilo que eu tinha era barriga de grávida. Hoje, olhando as fotos, eu rio, porque só fui ter mesmo barrigão a partir do sétimo mês. Então, não se culpe por andar meio torta no início, pra forçar uma barriga que ainda não existe. Ou, se você já tem o barrigão desde o início. Não é a barriga que faz a gente mais ou menos mãe. Nem os peitos, que, você vai ver, vão crescer, ficar estranhos e ligeiramente - ou muito - diferentes um do outro.
Mas nada, minha amiga, nos prepara para aquele momento em que você se olha nua no espelho e percebe que seu corpo são dois. Que sua alma são duas. E que você nunca se achou tão linda na vida quanto agora, carregando esse barrigão lindo. E mesmo você não conseguindo enxergar mais suas partes íntimas no banho, você ama esse barrigão mais que tudo e começa a sentir falta dele nas últimas semanas de gravidez.
No início a gente fica pensando, a cada movimento ou barulho estranho da nossa barriga, se aquilo é o bebê se mexendo (ou gases). Mas ele ainda é pequeno. Se mexe o tempo todo e a gente não sente. E quando perguntamos pra alguém como é e ouvimos aquele fatídico "você vai saber quando for", ficamos até brabas com isso. Mas, minha amiga, vou ser a mulher chata que diz: você vai saber quando for! E quando for, você vai ver que nada na vida te preparou pra esse momento. Nenhuma alegria vivida antes se compara a um filho brincando no seu ventre.
Antes disso acontecer, eu já conversava e cantava pro Francisco. Antes mesmo de saber que ele seria Francisco. Mas quando eles mexem, há uma interação entre mãe e filho que só nós sabemos. Só nós sabemos o quanto ele mexe de um lado pro outro com a conversa do papai e o quanto ele pula quando é a titia que coloca a mão na barriga. Só a gente sabe que ele mexe diferente quando encostamos na barriga algo frio ou quente. Só nós sabemos!
Pois é, amiga... entramos para o time das mães, esse time que tem coisas que só quem é mãe que sabe. E aí entendemos aqueles discursos de "quando você for mãe você vai entender". Porque é verdade. Só sendo mãe pra saber.
Os pais que me perdoem, mas é bom demais ficar grávida. Claro que existem coisas que só os pais sabem. E claro que não é preciso passar por uma gestação física para se tornar mãe e pai. Mas sim, é uma emoção diferente de tudo que alguém pode viver.
Eu cuido quando eu digo que tenho um dózinho de quem não engravida. Porque não é uma pena das mulheres que não podem engravidar, nem um julgamento sobre as que não querem. É um dózinho mesmo porque é algo tão gostoso, tão maravilhoso, tão tão tão... tão sem palavras, que eu gostaria que todas as pessoas no universo, homens e mulheres, pudessem vivenciar. Ainda que não queiram ser mães ou pais. Não sei se me fiz entender sem ofender ninguém... mas, enfim, eu queria poder compartilhar essa felicidade enorme que toma todo meu corpo com todas as pessoas...
Também, no início da gravidez, a gente fica com um pouco de medo, afinal, o bebê está ali dentro e deve estar crescendo saudável. Mas como saber? Como ter certeza? Como saber se o coraçãozinho está batendo se não podemos escutar diariamente, nem tocá-lo? Mais uma vez, minha amiga: você vai saber quando algo não estiver certo. E não hesite em ir no médico, mesmo que todo mundo diga que é bobagem, que é exagero de primeira gravidez ou que você tá fazendo fiasco. Porque, lembre-se, mãe sabe das coisas. E é incrível mesmo o quanto a gente sabe. Eu não achava que saberia, até que aconteceu: depois de um estresse emocional, comecei a sentir algo diferente no meu corpo. Fui na médica e descobri que meu colo do útero estava muito fino pra 30 semanas. E foi aí que fui pro repouso. Então, minha amiga, não se preocupe, você vai saber! Ou melhor, se preocupe, porque uma das coisas que acontece quando vamos nos tornando mãe é isso: ficamos mais preocupadas e atentas a tudo.
Aliás, sabe aquelas convicções que você tinha e defendia, como o feminismo, a igualdade racial, de gênero, o fim da fome no mundo? Então, isso tudo vai aflorar e você vai defender ainda mais. Afinal, o mundo não tem que ser melhor mais pra você e pra quem já está aqui, mas pro seu filho que está chegando. E você não quer que ele cresça ouvindo discursos de ódio, nem que ele naturalize o racismo, nem que ele cresça achando que pode tudo porque é homem ou que não pode nada porque é mulher. Quando engravidamos, damos uma carta de esperança ao universo e temos que fazer com que essa esperança continue com a gente e que perpetue com nossos filhos e nossas filhas.
E a barriga vai crescendo e você vai se transformando. Quando descobre que nada no mundo, nem as mexidas constantes do seu bebê na barriga, te prepararam para o momento em que começa a sair um líquido do seu peito e você se vê capaz de alimentar a sua cria. Nada no mundo te prepara pra isso. Assim como, eu sei, que isso não me preparou para o momento em que eu terei meu filho mamando no meu peito.
Outra coisa também é certa: você vai chorar! Vai chorar bastante. E isso não é ruim. É apenas a emoção que não cabe em você saindo pelos olhos. Você vai chorar quando ver aquele borrão na primeira ecografia e ouvir, pela primeira vez o seu segundo coração bater. Você vai chorar quando ler aquelas mensagens de maternidade que os amigos vão postar na sua timeline nas redes sociais. Você vai chorar quando cantar pro seu bebê e ele mexer suavemente ao som da sua voz. Você vai chorar quando tentar falar publicamente sobre a emoção de estar grávida. Você vai chorar quando for tentar ser o porto seguro do pai do seu filho, que está passando por transformações diferentes das suas, mas ainda assim, transformações. Você vai chorar quando ganhar um mimo cheio de carinho pro quartinho do seu bebê. E vai chorar quando pegar as roupinhas dele na gaveta da cômoda e ver o quanto ele vai ser pequenino ao nascer. E vai chorar quando ver crianças brincando no parquinho. E vai chorar quando parecer que você está vivendo tudo isso sozinha, porque só você na casa está grávida e parece que ninguém entende o que está acontecendo com você. E também vai chorar quando receber um email de uma amiga dizendo o quanto está torcendo por você e que já ama seu filho também. E vai chorar escrevendo um texto como esse... sem dúvida, você vai chorar!
Dizem que, quando você engravida, nasce também uma plantação de palpiteiros, e que essa plantação floresce ainda mais depois que ele nasce. E é verdade. Todo mundo tem um palpite sobre a sua gravidez. Mas, sabe, minha amiga, não leve isso como imposição dos outros. São poucas as pessoas que falam porque acham que você não vai saber o quê ou como fazer. A maioria delas fala como forma de carinho, porque se preocupam com você e com seu filho. E, quer saber, quando você menos perceber, vai estar fazendo o mesmo com outras mães. Porque é isso que a gente faz: a gente pega a própria experiência e tenta passar adiante. Eu passei esses nove meses ouvindo mil palpites. Ouvi todos com carinho e guardei comigo aqueles que me parecem servir. Claro que, dependendo do dia, a gente tem vontade de dizer chega! Mas aí a gente lembra o quanto é bom ter pessoas junto com a gente, mesmo que seja pra dar palpite furado, ou dizer "no meu tempo..."
Não sei você amiga, mas eu me sentia feliz e lisonjeada com cada pessoa que queria tocar na barriga e fazer um carinho. É um carinho na mãe e no filho. Claro que eu não tive a invasão de alguém desconhecido querer fazer isso. Mas é muito bom ter esse carinho!
E o carinho mais gostoso, para mim, foi o do pai do meu filho. Que me olhou nesses meses todos como se eu fosse a mulher mais desejável da terra. Que cuidou de mim e do meu corpo muito mais do que antes. Que soube me tocar, me acariciar e me admirar nessa transformação louca. Que soube secar todas as minhas lágrimas, ouvir todos os meus lamentos, medos, anseios e minhas palavras desconexas para explicar o que eu estava vivendo internamente. Que entendeu, nesse tempo todo, que além de mãe, eu continuava sendo sua mulher, sua namorada e que eu precisava de colo, muito colo o tempo todo. Nada vai te preparar para acordar no meio da madrugada e ver que seu parceiro está fazendo carinho na sua barriga, mesmo estando dormindo num sono pesado. Nada vai te preparar para ver seu marido, companheiro, namorado, se tornar o pai do seu filho.
Bom, e se você tem bichinho de estimação, como gato ou cachorro - no meu caso eu tenho dois gatos - nada vai te preparar para aquele momento em que você percebe que seu bichinho sabe que tem um filhote dentro de você. Nada vai te preparar para o felino ronronando do lado de fora da barriga e o bebê "respondendo" do lado de dentro. Nada vai te preparar para aquela madrugada em que você acorda com uma contração e, quando olha para o chão, ao lado da cama, estão os dois gatos olhando pra você, como se tivessem previsto que você precisava de alguém.
Então você começa a ter contrações no final da gravidez. E lê sobre as tais contrações de treinamento e vai batendo aquela ansiedade pra saber quando vai ser o parto, como vai ser o trabalho de parto, que dor você vai sentir, e se aquilo ali é de treinamento ou se já é de verdade. E, mais uma vez, as pessoas te dizem: calma, na hora você vai saber.
Acho que elas devem ter razão. E, por isso, eu senti mais ansiedade há duas semanas, quando eu tive as primeiras contrações fortes de treinamento do que agora, mais perto do parto. Afinal, eu já entendi que, quando eu engravidei, instalaram uma espécie de chip na minha cabeça - ou seria no meu coração? - que me faz saber de coisas que eu nem imaginava que saberia.
Minha amiga, eu te contei um pouco - bem pouco mesmo - sobre a minha gravidez. Não que eu ache que isso vai te preparar pra alguma coisa. Não se engane, nada vai te preparar pra viver esses momentos. E você vai vivê-los como tiver, puder e souber viver. E isso vai te transformar em outra pessoa. E você nem vai reclamar disso.
Eu não acho que tudo que já li, ouvi e vi sobre o parto tenha me preparado para o momento que estou prestes a viver. Por mais que as pessoas me digam que ver o bebê, tocar, cheirar ele pela primeira vez é algo mágico, só quando eu passar eu vou saber. E é por isso que eu não tenho medo de pegar no colo, dar de mamar, dar banho etc... eu vou saber! E vou saber porque vou aprender com quem já sabe, mas, principalmente, com esse menino com quem me relaciono desde antes de saber que estava grávida, que me ensinou a ser mãe dele antes mesmo de nascer. Porque, minha amiga, esse relacionamento que construímos com nossos rebentos, nem a gente sabe explicar.
Pode ser que a sua gravidez seja completamente diferente da minha. Pode ser que esse relacionamento só comece quando você ver seu bebê. Pode ser que você deteste seu barrigão e não consiga se relacionar com esse novo corpo. Pode ser que o relacionamento com seu parceiro piore e não melhore, como foi o meu. Pode ser que você se sinta triste e não radiante.  E isso não vai te fazer mais ou menos mãe. Ou uma mãe melhor ou pior. E, tudo bem... porque cada mãe tem um modo diferente de viver a maternidade.
Fica tranquila, você não vai estar
preparada, mas vai saber!
Beijos

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Francisco apressadinho...

Oi gentes, tudo bem com vocês?
Por aqui tudo bem... ansiedade à flor da pele. Essa semana Francisco resolveu que quer vir antes e me colocou de repouso pra vermos se seguramos esse menino mais umas semanas aqui dentro. Eu falo pra ele não ter pressa, que ele terá todo tempo do mundo pra se mexer bastante aqui fora... mas acho que ele tá ansioso pra ter essa mãe babona amassando ele até dizer chega!
Na minha cabeça, mil coisas se passam. Não consigo escrever muito porque o tempo que estou acordada fico meio zumbi. Não tenho conseguido dormir muito bem, porque dá azia, porque não tem posição que fique bom, porque quando tento dormir fico pensando em como vai ser... Resultado: não devo dormir 5h por dia, somando todos os cochilos.
Mas tem sido delicioso! heehhehehe
Enquanto Francisco não nasce, curtam os vídeos que eu e o Jota estamos fazendo com carinho, toda semana. Já são 27 vídeos gente!
Esse é o último:


Bjs

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Mais vídeos...

Gente, vocês já viram os vídeos das últimas semanas?
Não tenho escrito muito, mas editar os vídeos toma um tempão...
Espero que curtam!









Até mais!
Bjs

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Mais vídeos (e férias)

Temos mais três vídeos novinhos na canal!
Juro que semana que vem volto das minhas "férias" de posts e conto tudo sobre a defesa da tese, o curso que fiz com as Inclusivass e como estou me sentindo ultimamente com tantas mudanças. Mas, como são muitas mudanças, precisei de um descansinho.
Não viu ainda os vídeos?
Confere aí:









Bjs

terça-feira, 28 de junho de 2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Episódio 09 - Parabéns mamãe!

E no meu aniversário, o Jota fez esse lindo presente pra mim!!!!

Episódio 08 - 1+1=3

Essa semana tivemos a oportunidade de ver nosso bebê se mexendo, lindo, dentro da barriga. É algo divino...ou monstruoso...hehehhe

Episódio 07 - Grávidas (e loucas) na internet

Hoje compartilhamos um pouco sobre as loucuras que vemos sobre gravidez na internet. Sério gente, é pior que as loucuras de esclerose múltipla...bem pior!

Episódio 06 - O fantasma da EM na gravidez

Hoje, acabando nossa décima primeira semana de gestação, queremos apresentar pra vocês um vídeo bem bacana sobre como a EM atua na gravidez. Gostamos muito desse vídeo... mas confesso (Bruna), que dessa vez doeu um pouco vê-lo.

Episódio 05 - "Apesar" da EM


"Mas vocês vão ter um filho apesar da esclerose múltipla?" - sim, ouvimos essa pergunta diversas vezes. E segue nossa resposta pra essa e outras inconveniências.

Nossa gravidez no jornal


Oi gentes, tudo bem com vocês?
Os últimos dias foram cheeeeeeios de muitas e felizes emoções!
Teve meu aniversário, comemoração dos nossos aniversários (meu e do Jota), teve reencontros com amigos e amigas queridas, teve casamento, teve matéria sobre nossa gravidez no jornal... enfim, teve muito amor!
Mas vou contar as coisas aos poucos. E apesar de só conseguir pensar no quanto nosso casamento foi perfeito, do jeitinho que a gente queria, vou esperar chegar as fotos oficiais e os vídeos filmados nos celulares mesmo pra poder mostrar pra vocês e "levá-los" um pouquinho pra emoção desse dia.
Hoje quero compartilhar a matéria sobre a nossa gravidez na Zero Hora do final de semana.
Logo que começamos a postar os vídeos do EMeoBebe no youtube e blog a linda da Jéssica Weber, competentíssima jornalista da Zero Hora, entrou em contato com a gente, pra fazer uma matéria pro Caderno Vida, da ZH. Vocês lembra da matéria que ela fez com a gente há dois anos? (Se não viu, acessa aqui). Então... a gente tinha se apaixonado pela forma como ela retratou a EM e a nossa história.
Ela tem o que diferencia quem se forma em jornalismo de uma boa jornalista: ela sabe ouvir e contar histórias! E foi isso que ela fez novamente com maestria.
Passou algumas horas de uma fria tarde aqui em casa ouvindo nossas histórias, nossos medos, anseios e desejos e transformou tudo aquilo em uma matéria linda, com um texto impecável e informações de qualidade sobre esclerose múltipla e sobre gravidez na EM.
Ah sim, e tem as fotos do Júlio Cordeiro, que ficaram ma-ra-vi-lho-sas! Nossas primeiras fotos como casal grávido. Amamos!
Bem, quem não viu, pode acessar toda a matéria aqui nesse link: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2016/06/casal-que-convive-com-esclerose-multipla-espera-o-primeiro-filho-6040608.html
De todos os comentários feitos na internet sobre essa matéria, 99% são lindos e cheios de amor. Mas tenho que comentar dois que foram negativos, mas que me fizeram rir. Os dois foram feitos no compartilhamento da própria ZH no facebook.
Um deles, um rapaz dizia achar um egoísmo de nossa parte, porque a gente não ia ter como criar, uma moça concordou com ele e umas vinte pessoas mandaram os dois se catarem. Eu também comentei, dizendo que eles não se preocupassem, não estava pedindo permissão nem pedindo que eles cuidassem do meu filho...ehheheehhe.
Mas o melhor de todos foi uma moça que disse que era um absurdo, afinal, não sabemos quanto tempo iremos durar. Antes mesmo de eu comentar, os dois melhores comentários foram: "sim, porque você por acaso sabe ô Eterna?" e o melhor de todos: Sai pra lá urubu!!!
hahahahahhahahaha
Sério... não dá pra levar a sério gente egoísta e ignorante como essas. Espero que nunca tenham nenhuma adversidade na vida, porque esse tipo de gente senta e espera a morte chegar. Triste pra elas isso.
De toda forma, fico com os 99% dos comentários lindos, de incentivo e apoio. Esse carinho todo chegou até nós e nos deixou felizes demais, eu, o papai e o bebê.
Até mais!
Bjs

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Semana nove - sobre medos

Oi gentes, tudo bem?
Por aqui tudo bem! Sinto um pouco de falta de escrever no blog. Mas estou acabando de escrever a tese, então, mês que vem volto a escrever mais por aqui.
Por enquanto, vou deixando os vídeos da nossa gravidez, semana a semana. Hoje falamos um pouco sobre os medos que nos rondaram antes de engravidarmos.
Confere aí:


Até mais!
Bjs

domingo, 8 de maio de 2016

Nossos filhos vão ter Esclerose Múltipla?

Oi querid@s, tudo bem com vocês?
Comigo tudo ótimo!
Meu primeiro dia das mães como mamãe... mesmo com o bebê na barriga, sinto que uma mãezinha já nasceu dentro de mim. E teve até presente! hehehehe
Pra vocês, de presente, mais um vídeo do EMeoBebe, respondendo a pergunta que mais ouvimos nos últimos tempos: os filhos de vocês vão ter EM?
A verdade é que pouca importa, porque resolvemos ser pai e mãe do filho/filha que vier.
Confere o vídeo e deixa tua opinião pra gente também!



FELIZ DIA DAS MÃES!!!!
Até mais!
Bjs!!!!

sábado, 7 de maio de 2016

Quem tem esclerose, pode engravidar?

No vídeo das 07 semanas a gente comenta sobre poder, o que fazer, como fazer com a medicação...
curte aí:

sexta-feira, 29 de abril de 2016